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Terapia do cinema: funciona mesmo!

Publicado por Redação em 19/11/2010 às 19h56

Todo mundo já se identificou com algum personagem de cinema, certo? Pois além de despertar paixão, a sétima arte pode funcionar como uma eficiente alternativa terapêutica e ajudar um bocado no seu equilíbrio emocional – é a chamada cinematerapia. Saiba agora como se beneficiar dessa técnica

Texto • Thiago Perin


 

Você já deve, pelo menos uma vez na vida, ter saído de uma sessão de cinema com os olhos vermelhos de tanto chorar – ainda que prefira não admitir. Tem filmes que provocam um furacão de emoções na gente, não dá para evitar. Um drama bem pesado pode causar raiva, entristecer, dar saudade, enquanto uma comédia romântica (com o devido final feliz!) pode dar vazão a emoções bem positivas, como esperança, inspiração, força e pura alegria.

Aproveitar essa imensa influência de uma forma terapêutica é a proposta da cinematerapia. Há tempos popular nos Estados Unidos, a técnica tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil, como a estudante de psicologia Marina Nunes da Costa. “Vi O fabuloso destino de Amélie Poulain em uma época superconturbada da minha vida. Tinha terminado o namoro, estava infeliz no trabalho, cheia de problemas e meio sem rumo. Ver a protagonista descobrindo a si mesma, adotando uma nova filosofia e perseguindo a felicidade, com direito a final feliz, me inspirou a levantar o queixo e a buscar mudanças”, conta ela.

Segundo o master em PNL Marcos Adriano Infantozzi, os filmes tocam o nosso inconsciente e, às vezes mesmo sem que a gente perceba, levam à reflexão sobre nossos próprios conflitos internos. “As histórias contadas no cinema são universais, espelhos do sofrimento humano”, diz o especialista. “É por isso que os filmes podem ser utilizados a serviço da psicoterapia, facilitando a emergência de questões emocionais conflitantes”, explica.

Essa relação é criada quando nos identificamos com algum aspecto retratado na trama, quando adotamos certas atitudes dos personagens como exemplos (assim como a Marina fez) ou mesmo quando nos emocionamos muito com a obra e deixamos escapar algumas – ou muitas – lágrimas, liberando, assim, pesares que estavam reprimidos. “Qualquer pessoa que tenha dificuldades de entrar em contato com seu mundo interno pode se beneficiar da cinematerapia”, explica Infantozzi.
 

Fantasia em realidade

Em geral, o tratamento cinematerápico é feito sob a orientação de um terapeuta capacitado, que conhece a pessoa e pode indicar quais os filmes mais indicados às suas necessidades. Depois de ver o filme, também, o ideal é discutir o que foi observado com o profissional e só então tomar medidas a respeito.

Todos os meses, Marcos Antônio Infantozzi conduz encontros nos quais os participantes assistem a um filme selecionado e depois refletem juntos sobre as cenas principais. “Procuro ajudar a pessoa a desenvolver uma percepção mais profunda da obra, entendendo o que o diretor quis passar, o que pode estar por trás dos diálogos e assim por diante”, conta.

Mas nada impede que você lance mão de uma trama alegre em casa quando estiver mais para baixo, nem que comece a observar por si mesmo as suas reações às cenas de certos filmes e a tirar proveito disso. Por exemplo: em um dia triste, a tendência óbvia é que, ao vermos uma boa comédia, demos risadas, reativemos o bom humor e nos distanciemos um pouco do lado reclamão e sofredor. Da mesma maneira, quando nos deparamos com uma situação complicada e temos dificuldade de botar os sentimentos para fora, dar play em um drama pode ajudar a desobstruir o caminho das lágrimas e liberar parte do mal-estar.

Abaixo você encontra uma seleção de filmes (alguns, divertidos e animados; outros, bem tristes; mas todos eles, sem dúvida, muito inspiradores, cada um à sua maneira) que podem ser bastante úteis para estimularem a reflexão. Na próxima sessão, portanto, seja no cinema, no sofá da sala ou mesmo na cama, fique de olhos bem abertos aos sinais do coração. E não se esqueça da pipoca!

 

Para aproveitar os insights da experiência cinematográfica

1. Esteja confortável e em ambiente calmo, que permita total concentração no que está acontecendo na tela.

2. Preste atenção a qualquer alteração que o filme cause no seu humor, até mesmo sorrisos involuntários e expressões rápidas de espanto.

3. Atente também a variações de respiração e, é claro, às possíveis lágrimas, sustos e risadas. Em quais momentos aconteceram?

4. Registre os aspectos do filme e personagens que mais gostou e também os que o desagradaram.

5. Note se alguma passagem do filme o lembrou de sua própria vida ou se foi especialmente difícil de assistir.

6. Pense se você se sentiu inspirado pela história a mudar algum aspecto do seu comportamento.

7. Relembre todas essas informações e reflita a respeito. Você certamente terá muito sobre o que pensar. 

 

Filmografia recomendada

O fabuloso destino de Amélie Poulain
(Amélie, França, 2001)

Direção: Jean-Pierre Jeunet
No elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz e Yolande Moreau

Ensina a aproveitar as oportunidades, abrir os olhos às possibilidades da vida e perseguir mudanças.

 
 

Brilho eterno de uma mente sem lembranças
(Eternal Sunshine of the Spotless Mind, EUA, 2004)

Direção: Michel Gondry
No elenco: Jim Carrey, Kate Winslet, Elijah Wood e Kirsten Dunst

Para quem se sente sozinho e precisa superar o medo de investir em relações afetivas.


 

Os Goonies
(The Goonies, EUA, 1985)

Direção: Richard Donner
No elenco: Sean Astin, Josh Brolin e Corey Feldman

Ilustra o valor da amizade e da confiança em si mesmo, dando força para perseguir objetivos.


 

Dançando no escuro
(Dancer in the Dark, Dinamarca, 2000)

Direção: Lars Von Trier
No elenco: Björk, Catherine Deneuve e David Morse

Captura a essência dos instintos humanos e mostra como é possível manter a positividade mesmo em cenários bem ruins.


 

A vida é bela
(La vita è bella, Itália, 1997)

Direção: Roberto Benigni
No elenco: Roberto Benigni, Nicoletta Braschi e Giorgio Cantarini

Para mudar a perspectiva de quem anda pessimista ou se sente vencido pelas adversidades.


 

Pequena Miss Sunshine
(Little Miss Sunshine, EUA, 2006)

Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris
No elenco: Abigail Breslin, Toni Collette e Steve Carell

Mostra a importância da união familiar e de aceitar as imperfeições alheias, bem como fortalecer o amor-próprio.

 

SAIBA MAIS

Cinematerapia para a alma: guia de filmes para todos os momentos da vida, de Nancy Peske e Beverly West. Editora Versus, 2005.

Marcos Adriano Infantozzi
Tel.: (11) 3675-2418
E-mail: pandava00@gmail.com
 

 
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eduardo comentou às 18h38 em 03/09/2010 responder denunciar

eu teria um pouco mais de cuidado com materias veiculadas aqui, pois se tornam responsaveis pelas mesma. PLAGIO de sites, livros ou ate mesmo eventos sao coisas bastante serias. De um google nas informacoes aqui e vcs acharao as fontes e autores originais,

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