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O que é a tal inteligência emocional

Publicado por Redação em 27/09/2010 às 15h47

Seu cérebro não é só uma calculadora: a forma como lidamos com nossos sentimentos e com tudo o que está em nosso redor também é uma manifestação de inteligência. Entenda melhor o que é a inteligência emocional e saiba como desenvolvê-la

Texto • Renata de Salvi e Renata Rossi
 


 

Ao longo da vida, todos nós enfrentamos as chamadas situações limites. Estresse, pressão, cobranças e muitos outros elementos podem contribuir para que cheguemos ao ponto máximo de desequilíbrio. Nessas horas, cabe a cada um de nós encontrar uma resposta para lidar com a sensação de que estamos prestes a explodir. Mas, será que existe uma maneira mais apropriada de resolver tais questões sem se desgastar tanto? E, aliás, será que existe uma maneira de evitar que cheguemos ao nosso limite?

Especialistas garantem que adquirir inteligência emocional é uma solução para grande parte dessas dúvidas e problemas. O diretor do Sabbi Institute Desenvolvimento Humano, Deroní Sabbi – autor do livro Sinto, logo existo (Editora Imprensa Livre) – tem se dedicado ao estudo desse tema há mais de duas décadas e não hesita em afirmar os benefícios obtidos por quem aprende a sentir de forma inteligente: “Há um impacto muito significativo na vida e na saúde das pessoas”. Entenda melhor a relevância dessa técnica no bate-papo que tivemos com Sabbi.

 

O que é a inteligência emocional?

É o conjunto de habilidades intrapessoais e interpessoais. As intrapessoais incluem o autoconhecimento emocional, autorregulação, controle emocional e automotivação, capacidades de superar frustrações e aflições, de superar adversidades e a intuição. Tudo isso permite uma autoavaliação precisa. Ao passo que as habilidades interpessoais são a empatia, capacidade de motivar outras pessoas, habilidades de buscar soluções, compreensão e senso de organização de grupos. Mesmo que a pessoa ainda não tenha a inteligência emocional, consegue desenvolver as habilidades em qualquer idade. Para tanto, são necessários procedimentos adequados.

 

Quais são os passos necessários para desenvolver essa capacidade?

Existe uma metodologia que consiste em exercícios de auto-observação e conscientização, técnicas de relaxamento e meditação, além da autohipnose. Abordagens como a Programação Neurolinguística (PNL) e a hipnose ericksoniana são de grande utilidade, pois permitem uma reorganização dos pensamentos e ações.

 

Muita gente acredita que racionalizar o tempo todo sobre situações e acontecimentos é sempre a melhor saída. Isso está certo?

Não. A racionalização é um mecanismo de defesa e ajustamento quando não se tem recursos melhores. É uma forma de dar a explicação que tranquilize a mente, mas que geralmente não resolve o problema. Pode ser útil em alguns momentos e determinadas contingências. Mas sempre que possível, o ideal é entender o que está sentindo e expressar isso de forma tranquila e autêntica.

 

Emoção e sentimento são a mesma coisa?

Não são, embora estejam relacionados. Em geral, emoção é um impulso neural, que move o organismo à ação. A emoção se diferencia do sentimento porque é um estado psico-fisiológico. Já o sentimento é a emoção filtrada por meio dos centros cognitivos do cérebro, especificamente o lobo frontal, produzindo uma mudança fisiológica, ou seja, o que sentimos no corpo, nossas sensações.

 

O que devemos fazer para lidar melhor com nossas emoções?

Primeiro, precisamos buscar conhecimento a respeito de nosso funcionamento interno. Observar e procurar conhecer nossas ações e reações emocionais e como estruturamos nossos hábitos e relacionamentos. E buscar alternativas para aprimorar nossas reações e estratégias em relação aos acontecimentos, além de lidar com as diferenças nos relacionamentos pessoais e profissionais. Um conjunto de princípios e valores equilibrados pode nos ajudar bastante, também.

 

Negar ou esconder sentimentos é uma maneira apropriada de lidar com eles?

É outro mecanismo de defesa que em alguns momentos pode ser necessário dependendo do que está acontecendo. Mas a repressão dos sentimentos tende a ter efeitos muito desagradáveis e não saudáveis, podendo até levar a somatizações. A autoconscientização e a autenticidade são as melhores maneiras de lidar e possibilitam uma melhor administração dos sentimentos e emoções.

 

E como podemos fazer para aceitar nossos sentimentos?

Isso é diferente em cada pessoa, mas é uma questão de atitude. A autoaceitação, o que inclui nossas virtudes, mas também nossos pontos fracos, é um elemento importante. É necessário perceber que não somos perfeitos e estamos num processo de aprimoramento constante. O essencial é aceitar o que não podemos mudar ainda, sem deixar de buscar alternativas para isso. É diferente da acomodação, em que a pessoa desiste de buscar o seu aprimoramento.

 

Existe um segredo para aceitar essas emoções?

Em vez de um segredo, penso que existem recursos que podemos utilizar. Einstein costumava dizer que a genialidade é 1% de inspiração e 99% de transpiração, ou seja, trabalho e dedicação. Isso se aplica também no mundo das emoções e sentimentos. Tentamos deixar de lado as expectativas perfeccionistas e buscar uma postura de simplicidade, autenticidade e naturalidade.

 

Quais são as principais atitudes para lidar melhor com as nossas emoções?

A serenidade de aceitar que há coisas que ainda não podemos mudar, mas com as quais podemos conviver nos permite chegar a resiliência, que é a capacidade de se recuperar, e nos permite passar por adversidades e situações aflitivas da vida, sem muito abalo. Isso está ligado a atitudes de humildade – o amor próprio, o respeito a si e aos outros. É a capacidade de buscar e cultivar ações e atitudes construtivas, bem como o hábito de estabelecer metas claras. A autodisciplina e uma certa organização pessoal podem ser de grande valia, também. A empatia e sensibilidade interpessoal, assim como uma atitude compreensiva, de discernimento, em vez de uma atitude excessivamente avaliativa e julgadora, tanto em relação aos outros como a nós.

 

PARA SABER MAIS

Deroní Sabbi é psicólogo e diretor do Sabbi Institute Desenvolvimento Humano

Site: www.sabbi.com.br
 

 
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