Além de ajudar a manter o peso sob controle, o adoçante pode ser um aliado importante na luta contra as cáries. Saiba como
Texto • Redação

O adoçante vem sendo largamente utilizado para substituir o açúcar, por razões estéticas – ele não contém, ou tem muito menos calorias que o açúcar – ou médicas – caso dos diabéticos, que não processam a glicose.
Acontece que a saúde bucal também é influenciada pela quantidade de açúcar ingerida. O açúcar, ou sacarose, é o principal alimento das bactérias causadoras da cárie. Como os adoçantes não servem como alimento para estes organismos, quando há substituição do açúcar pelo adoçante, o número de bactérias diminui.
É importante salientar que é a união de vários fatores o que provoca a cárie. Os adoçantes não oferecem problemas quando utilizados dentro da quantidade recomendada (muitos produtos dietéticos possuem no rótulo a dose máxima diária). Vale lembrar que o aspartame contém fenilalanina, e é contra-indicado para pacientes fenilcetonúricos (que não conseguem metabolizar a fenilalanina). Também se deve tomar cuidado com os adoçantes constituídos de álcool poliídrico (sorbitol, xilitol, maltitol), que não devem ultrapassar a dose de 50 g/dia sob risco de provocarem diarréia.
As crianças podem ingerir adoçantes, mas recomenda-se somente sob orientação médica. Já para aquelas crianças com risco aumentado para a cárie dental, o ideal é manter o controle na ingestão de sacarose, em frequência e quantidade, além de reforçar os outros meios preventivos indicados pelo cirurgião-dentista.
Os chicletes sugar-free são mais indicados que os que possuem açúcar, mas sempre observando a quantidade recomendada. O fato de não terem açúcar e estimularem a salivação faz com que ajudem a proteger os dentes contra a cárie. Isso vale principalmente para aqueles com xilitol, porque esse adoçante tem ação antibacteriana.
Alguns adoçantes sintéticos como o aspartame, sacarina, acesufame-K e sucralose são aprovados pela Food and Drug Administration (FDA – órgão fiscalizador do governo norte-americano), e têm uma regulamentação maior para as doses máximas recomendadas. Os estevosídeos (stévia), apesar de muito utilizados na América do Sul, não são aprovados pelo FDA, portanto não têm uma regulamentação específica quanto à dosagem máxima permitida.
Em relação ao ciclamato de sódio, proibido pela FDA, novos estudos comprovaram que a sua toxidade é muito alta, por isso cogita-se sua reaprovação. Levando-se em conta o fato de os estudos que ora aprovam, ora desaprovam os vários adoçantes, e que os órgãos controladores seguem esses estudos para aprová-los ou não, o mais sensato é utilizá-los com moderação.
Larissa R. B. Neira – cirurgiã-dentista
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