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Ela é dona da própria história

Publicado por Redação em 09/08/2010 às 14h31

Marina Villas Bôas, uma mulher que desbravou sertões e preconceitos para ir atrás do que acreditava. Em sua atitude, alguns ensinamentos sobre coragem e simplicidade

Texto • Isis Gabriel
 


 

Falar de Marina Villas Bôas apenas como a companheira de um dos mais importantes brasileiros do século 20 é pouco e, no mínimo, injusto. Marina é daquelas mulheres corajosas e fortes, mas que nunca levantam a voz ou perdem a doçura. Nascida em Borborema, interior de São Paulo, filha de carpinteiro e de dona de casa, ela marcou a História do Brasil ao lado de seu marido, o sertanista Orlando Villas Bôas, morto em 2002.

Enfermeira, com apenas 24 anos encarou sozinha a aventura de trabalhar no recém-criado Parque Nacional do Xingu. Foi lá que conheceu o pai de seus dois filhos, Orlando e Noel, e ajudou a controlar epidemias de malária, gripe e leishmaniose, que matavam milhares de indígenas. Tornou-se a mãe branca e querida de gerações de xinguanos. Nesta conversa, Marina, 68, relembra alguns dos muitos momentos marcantes de sua vida e, verdadeira inspiração de coragem, mostra que está longe de ser a coadjuvante de qualquer história.

 

COMO ACONTECEU SUA IDA AO XINGU?

Eu era enfermeira e trabalhava com um amigo do Orlando, o Dr. Murilo Vilela. Quando foi criado o Parque Nacional do Xingu, o Orlando pediu ao Murilo que arranjasse uma enfermeira para os índios. Aí ele sugeriu o meu nome.
 

VOCÊ ACEITOU LOGO OU FICOU NUM IMPASSE?

Aceitei, mas disse que ficaria uma semana para conhecer o local e ver se eu gostava, para só depois combinarmos meu futuro.
 

E SUA FAMÍLIA NÃO FALOU NADA?

Não, porque eu morava sozinha aqui em São Paulo, minha família já tinha voltado a morar no interior. Eu sempre fui muito independente, não consultei ninguém para ver se podia ou não. Fui sozinha, só eu de mulher. 

 

“Eu nunca pedi opinião. Fui para o Xingu sem falar nada para minha família. Eles só ficaram sabendo que me casei pela televisão”

 

NO MEIO DA VIAGEM VOCÊ NÃO HESITOU, NÃO PENSOU "O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI"?

Não dá para pensar. O Brasil era outro. Foi uma aventura, uma coisa diferente, que quando você está dentro, não pára para pensar se é certa ou errada. As novidades são tantas e tudo é tão diferente que você só vai registrando as novidades, sem analisar.
 

QUAL FOI SUA REAÇÃO ASSIM QUE CHEGOU AO XINGU?

Quando vi os índios, pensei “deve ser o paraíso aqui”. Senti uma tranquilidade, uma sensação de paz enorme. Estava acostumada com São Paulo, a correr para cima e para baixo, tudo com horário e, de repente, eu estava ali naquela calmaria, com aquele povo sossegado, andando devagar, falando calmamente, sem compromisso... Ah, minha filha [risos], acho que é a mesma sensação de estar no céu.

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