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Terapia musical: como funciona

Publicado por Redação em 09/11/2010 às 19h23

Coloque os fones, aperte o play e viaje! A seguir, descubra tudo sobre os maravilhosos efeitos que a terapia musical, ou musicoterapia, pode trazer ao corpo, à mente e ao espírito

Texto • Redação


 

O que é, exatamente, a musicoterapia?

É a aplicação da música e dos sons com fins terapêuticos e curativos, no tratamento de diversos males físicos e psicológicos. Como prática médica, surgiu na década de 40, nos Estados Unidos. Mas a música é utilizada como instrumento propiciador de bem-estar há milênios, sendo mencionada por filósofos já na Antiguidade. No entanto, foi apenas no século 20 que estudos científicos puderam comprovar, de fato, sua eficiência, e então difundir a prática pelo mundo. De lá para cá, ela se popularizou e tem sido cada vez mais utilizada para aliviar o estresse e relaxar a mente e o corpo, ajudar em processos de aprendizagem e também no tratamento de deficiências físicas e mentais sérias, como Mal de Alzheimer, Síndrome de Down, distúrbios da linguagem, depressão, surdez e cegueira.

 

E quais podem ser os seus efeitos no organismo, na prática?

Já na segunda metade do século 20, começaram a aparecer diversos estudos a atestar os inúmeros benefícios possíveis da aplicação terapêutica da música. Alívio da depressão, estímulo à socialização, elevação da autoestima, aumento da expressão emocional e maior contato com a realidade estão entre os principais. Ainda do ponto de vista psicológico, a musicoterapia favorece também o desenvolvimento emocional e afetivo, reduz a ansiedade do dia a dia, o nervosismo e a insônia, ao mesmo tempo em que estimula a criatividade. Na parte física, a técnica trabalha o tato e a audição, a coordenação motora (quando instrumentos são utilizados), a circulação sanguínea, a respiração e os reflexos.

 

Como a música atua sobre nosso cérebro?

Um estudo canadense, realizado em 2001, comprovou que ela ativa os centros de prazer no órgão-chefe, assim como a comida, o sexo e as drogas. Se você já passou pela experiência de ficar arrepiado ao ouvir uma canção, sabe do que estamos falando. No instante em que a pessoa sente os tais arrepios, os neurônios de uma região do cérebro, chamada corpo estriado ventral, indicam para o resto do órgão que ele acaba de ser premiado. Daí, a ínsula (que monitora estados emocionais, como a raiva e a alegria) e o córtex orbitofrontal (que indica se os estímulos são bons) são ativados. O resultado? Êxtase. A pessoa sente algo tão agradável que vira fã da música e de seu criador.

 

O barulho também tem efeitos sobre meu cérebro?

Boas ou ruins, todas as informações sonoras que adentram os ouvidos são convertidas em impulsos, que vão dos nervos auditivos até o sistema límbico, área responsável pelas emoções e sentimentos. Dali, estes impulsos percorrem todo o corpo, alterando a respiração, os batimentos cardíacos e a circulação sanguínea, por exemplo. Ou seja, não é apenas uma bela composição melódica que exerce influência sobre o organismo – uma irritante buzina no trânsito engarrafado ou uma poderosa britadeira soando ao fundo também podem mexer (e muito) com nosso humor. Da mesma maneira, os sons podem ser dispostos propositalmente no ambiente, com o objetivo de influenciar estados físicos, comportamentos e atitudes. Nas sessões de musicoterapia, é claro, a intenção é sempre estimular o relaxamento e o bem-estar.

 

A musicoterapia funciona para pessoas de todas as idades?

Sim, a aplicação terapêutica da música é bastante ampla, indo desde a gestação até a terceira idade. Em mulheres gestantes, os sons estimulam o bebê a ser mais criativo e comunicativo. Durante a infância, ajudam no aprendizado e, para o idoso, auxiliam na valorização individual. Comprovadamente, a música influencia o ser humano em diferentes níveis psíquicos e metabólicos, independentemente da faixa etária. No entanto, cada indivíduo reage de forma diferente aos estímulos musicais, de acordo com suas preferências pessoais e sua memória auditiva. Assim como a impressão digital, cada pessoa tem sua identidade sonoro-musical exclusiva.

 

Em quais lugares a música pode ser utilizada como terapia?

Nos mais diferentes ambientes e situações, como lojas, escritórios, igrejas, salas de aula, consultórios médicos e indústrias. Seus efeitos benéficos foram comprovados até mesmo em locais de muito estresse, como as UTIs pré-natais, onde estudos mostraram que o estímulo sonoro adequado favoreceu a recuperação de bebês prematuros, diminuindo a ansiedade e o excesso de choro. No entanto, as possibilidades de estímulo da música funcional nem sempre são utilizadas de forma saudável. Algumas redes de supermercado e lojas abusam dos volumes altos ou da má-sintonização do som para gerar ansiedade no público, que sente vontade de sair logo dali e acaba não avaliando, por exemplo, o preço ou a real necessidade de comprar os produtos. Da próxima vez que for fazer compras, fique atento a isso.

 

E no ambiente de trabalho, ouvir música pode ser uma boa ideia?

Sim, uma trilha sonora adequada torna os ambientes de trabalho mais agradáveis e produtivos. Mas não é só isso – os benefícios da música nas empresas vão além da simples audição. Como recreação, um musicoterapeuta pode realizar dinâmicas sonoro-corporais com os funcionários, estimulando, além do benefício individual, a integração da equipe. Como a música e o fazer musical estão completamente ligados ao prazer, sua aplicação descontrai, motiva, aumenta a autoestima e melhora a qualidade de vida geral dos colaboradores. Os resultados práticos e imediatos dessa investida são o aumento da concentração, da atenção, da memória, o estímulo da comunicação e a diminuição do estresse.

 

Como faço para me tornar um musicoterapeuta?

O caminho mais promissor para o interessado em atuar nesta área é ingressar em uma das universidades que oferecem o curso profissionalizante. Neste curso, que capacita o profissional a atuar na área terapêutica, o aluno recebe instrução musical específica e familiariza-se com disciplinas da área de saúde e das ciências humanas (conhecimentos necessários à fundamentação teórico-científica do exercício profissional). Para melhorar o desempenho do estudante, ter alguma formação musical, ainda que básica, é necessário – tocar violão ou gaita, por exemplo. Completando o currículo, durante o curso o aluno entra em contato também com conceitos de anatomia, neurologia, psicologia, filosofia, linguagem corporal, dramatização e criatividade, que ilustram bem a interdisciplinaridade requerida de um musicoterapeuta formado. Reconhecida como prática médica pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a musicoterapia é considerada uma profissão emergente no Brasil, com grande potencial de mercado, graças ao amplo espectro de atuação do profissional.
 

 
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mbt tennis shoes comentou às 20h28 em 17/01/2014 responder denunciar

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