Sua letra pode dizer muito sobre quem você é! Vá fundo na grafologia, a técnica que decifra inúmeros segredos da sua personalidade com uma simples análise da sua escrita – uma ferramenta e tanto para se conhecer melhor
Texto • Michele Vitor
O que você diria se alguém que nunca lhe viu dissesse que pode descobrir seus segredos apenas analisando um pedaço de papel, com algumas palavras escritas por você? Antes de chamar essa pessoa de mentirosa, vale a pena conhecer a grafologia, um instrumento de análise comportamental que pode revelar importantes traços de sua personalidade levando em consideração apenas a maneira como você escreve.
Segundo os especialistas nesse estudo, nossa caligrafia diz mais sobre nós mesmos do que costumamos imaginar. Tudo depende do formato de nossas letras, do espaçamento entre as linhas e de como dispomos as palavras, frases e parágrafos em uma página de papel em branco.
O resultado da análise costuma surpreender, revelando nossas emoções e expectativas, a maneira como encaramos o mundo e, até mesmo, informações bastante específicas, como possíveis problemas de saúde e hábitos do dia a dia.
A palavra grafologia é uma fusão dos termos gregos graphein, que significa "escrita", e logos, que significa "estudo". Sua origem se perde no tempo e, provavelmente, é tão antiga quanto a própria invenção da escrita.
O psicanalista José Bosco, especialista na técnica há 25 anos e autor do livro Grafologia: a ciência da escrita (Editora Madras), conta que “o filósofo Confúcio, que viveu na China durante o século 4 a.C., já tinha noções de grafologia. No entanto, foi só no século 17 que a técnica passou a ser reconhecida de forma científica, graças ao trabalho de um médico italiano chamado Camilo Baldi, professor da Universidade de Bolonha.”
A partir dele, muitos outros estudiosos passaram a aprofundar seus conhecimentos nesta área e, desde então, vários experimentos foram feitos comprovando a veracidade da grafologia. Hoje em dia, as técnicas mais utilizadas são baseadas em conceitos da psicanálise de Freud e Jung. “Tudo isso é muito importante para ressaltar que a grafologia é ciência, e não esoterismo”, complementa José Bosco.