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Ela é dona da própria história

Publicado por Redação em 09/08/2010 às 14h31

Orlando entre os filhos e os índios no Xingu, em 1984

VOCÊ SE CASOU COM O ORLANDO NA ALDEIA?

A gente ficou namorando um bom tempo, porque nem ele e nem eu queríamos casar. Na minha cabeça, casar significava levar uma vida de dona de casa, ter filhos e aquela coisa toda que não fazia sentido para mim. Mas, depois de seis anos, eu vi que ali para mim não tinha mais novidade. Já estava mais madura e pensei “o que eu quero da vida? Quero casar e ter filhos”. Então, um dia eu falei para ele: “escuta, eu gosto de você e acho que a gente já está bem envolvido. Eu resolvi que quero casar e ter filhos. Ou é com você ou eu vou embora”. Ele respondeu “tudo bem”. E logo em seguida agilizou toda a papelada para casarmos em Goiânia.
 

SUA PRIMEIRA GRAVIDEZ TAMBÉM FOI NO XINGU?

Foi. Fiquei o tempo todo lá, só vim para São Paulo faltando dois meses para dar à luz. Quando o Villinha [Orlando Villas Bôas Filho] completou seis meses, voltamos para o Xingu e ficamos por lá até ele completar cinco anos e meio. Até essa idade, ele andava peladinho, como as outras crianças índias, nadava em rio, brincava e se machucava igual aos outros índios.
 

E O QUE MOTIVOU SUA VOLTA PARA A CIDADE?

A idade escolar dele. O Orlando pensou em educar o Villinha como índio, no Xingu, mas eu disse “não, eu acho que nós não temos o direito. Ele não é índio e nós vamos criá-lo como nós fomos criados  e se um dia ele quiser, volta para o Xingu por opinião própria. Não quero resolver nada por ele”.
 

VOCÊ JÁ FOI RECRIMINADA POR SUAS DECISÕES?

Nunca. Eu também nunca pedi opinião. Fui para o Xingu sem falar nada para minha família. Tanto que, como eles moravam no interior, só ficaram sabendo que eu me casei pela televisão.
 

E SE SEUS FILHOS FIZESSEM ISSO HOJE?

Ia falar: “ah, é? Parabéns!”. Eu sempre achei que o ser humano deve ser completamente livre, senão ele não pode ser feliz.

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