Acha difícil sentar e meditar? Não consegue silenciar a mente por completo? Foi pensando em você que Osho criou a meditação dinâmica. Nela, a ordem é não ficar parado: danças, sons e movimentos ajudam na conquista da serenidade interior
Texto • Denise Moraes

Nas suas vertentes mais clássicas, a meditação exige silêncio, corpo imóvel, postura ereta... E, ainda mais do que isso, um ambiente de paz e tranquilidade. Mas será que uma atmosfera assim existe no mundo moderno?
Segundo o líder espiritual indiano Mohan Chandra Rajneesh, mais conhecido como Osho, a resposta é não. Quando se deu conta desse sinal dos tempos, o polêmico guru chegou a outra conclusão: dada a extrema importância da meditação para os seres humanos, os métodos tradicionais precisavam ser adaptados com urgência.
Osho criou, então, uma série de técnicas de meditações ativas, dentre as quais a mais importante é a chamada meditação dinâmica. Especialmente desenvolvida para o homem moderno, ela cai como uma luva na conturbada sociedade ocidental. “Osho acreditava que era impossível ficar sem pensar nada. Sua meditação visava orientar a mente, tomar consciência do seu pensar”, explica a terapeuta floral Zuma Pavitra, especialista na prática há 30 anos.
“Ele costumava dizer que largar tudo e ir meditar no Tibete, que é um lugar calmo e silencioso, era fácil. O difícil era conseguir estabelecer tranquilidade nos grandes centros urbanos”, comenta Pavitra. De fato, esse é o maior trunfo da meditação dinâmica: ao trabalhar o corpo de maneira tão intensa – por meio de danças, cantos, saltos e diversas outras formas de expressão corporal – a técnica tem o poder de romper barreiras emocionais e silenciar a mente dos pensamentos indesejados, levando-a à tão sonhada tranquilidade.