Seja para meditar, refletir ou apreciar uma paisagem, todos precisamos de preciosos momentos de silêncio para fazer um "diálogo interno". Acredite: isso é garantia de desenvolvimento da consciência e da qualidade de vida
Texto • Renata de Salvi e Renata Rossi

Ajeite-se na cadeira. Mantenha a coluna ereta. Feche os olhos. Inspire e expire. Concentre-se em sua respiração. Sinta como o ar entra e sai por suas narinas. Procure não pensar em nada. Relaxe. Deixe de lado os sons, os problemas e o ambiente que o cerca. E se os pensamentos vierem, apenas não os desenvolva. Tente ficar assim por alguns minutos. Faça uma respiração mais profunda. Lentamente, pisque e abra os olhos. Volte a perceber as coisas à sua volta. Conseguiu?
Então seu corpo deve ter ficado mais relaxado e leve, sua respiração mais tranquila, a tensão foi embora, seu coração bate num ritmo agradável e você acredita que nada mais pode tirá-lo do sério. E mais: os pensamentos estão mais claros e as respostas são encontradas com facilidade. Pode parecer estranho, mas nesse tempo você conseguiu ficar sem pensar em nada. O que tomou conta de sua mente não foi o celular tocando, as pessoas falando ou problemas do cotidiano. Foram breves instantes em que sua mente foi invadida pelo mais simples e absoluto silêncio.
Embora seja tão necessária para o bem-estar, essa sensação de leveza e relaxamento nem sempre é experimentada pelas pessoas. O problema é que, para não renunciar a qualquer outra atividade do dia a dia, a desculpa é sempre a mesma: não há tempo. Mas, assim como o ditado ensina, nosso tempo somos nós quem fazemos. Antes, havia espaço no dia para contemplar a paisagem e apreciar o contato com a natureza, por exemplo; hoje, nesse mesmo intervalo de tempo, as pessoas estão presas no trânsito, mergulhadas na correria.