Experiências apontam a meditação como alternativa eficiente para a reabilitação social de presos. É isso mesmo: a prática zen tem ajudado a manutenção da saúde física e mental e a redução da reincidência ao crime. Saiba mais
Texto • Alexandra Bailon
Pense nas condições das penitenciárias brasileiras. Agora, imagine um grupo de presos praticando meditação nesse tipo de ambiente. Parece estranho, mas os cursos de meditação mostram-se eficazes na reabilitação de presidiários em países como Índia, Tailândia, Estados Unidos e também no Brasil.
“A meditação ajuda os presos a buscarem um ponto de equilíbrio, uma estabilidade emocional e racional”, afirma Rita de Cássia Naumann, diretora do Centro de Custódia de Curitiba (CCC), no Paraná. O trabalho com yoga e meditação na CCC começou com um convênio com as Faculdades Integradas Espírita e tem grande aceitação por parte dos presos. “Os cursos foram implantados este ano, por isso ainda não temos dados estatísticos sobre seus efeitos, mas com certeza a meditação é um instrumento a mais no programa de reintegração social dos presos”, acrescenta a diretora.
Com o relaxamento proporcionado pela meditação, pode-se tratar a abstinência de drogas, a depressão, a ansiedade e a insônia, problemas comuns no cárcere. Pesquisas nacionais e internacionais comprovam que esta prática tem ajudado os presidiários a serem mais positivos, a reconhecerem a necessidade de transformação e a trabalharem para se tornarem exemplos para si mesmos, para a família e para a sociedade.