Alguns chamam de Qi; outros, de prana; outros, ainda, simplesmente de "energia". Seja qual for o nome, é fato que ela existe, está dentro do seu corpo e circula por todo o universo. Conhecê-la e utilizá-la a seu favor só depende de você
Texto • Isis Gabriel

Há 100 anos, Albert Einstein revolucionou a física quando apresentou ao mundo uma série de pesquisas e teorias sobre tempo, espaço e luz. Entre elas está a famosa fórmula E=mc² (energia é igual à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado). Antes de fechar a janela, imaginando que este é um texto científico que veio parar aqui por engano, preste atenção no significado da equação elaborada pelo físico alemão. Segundo ela, matéria contém energia, assim como energia pode gerar matéria. Mais do que teoria restrita ao mundo acadêmico, pode estar aí uma comprovação de que os antigos sábios orientais sempre estiveram certos: em tudo há energia.
Nas mais variadas tradições orientais, passando pela China, pelo Japão e até pela Índia, fala-se de uma energia que flui e permeia todas as coisas, que existe dentro e fora de todos os seres e pode ser encontrada em um estado mais denso (nos alimentos, por exemplo) ou etéreo (invisível e impalpável). Entender o significado desta energia é compreender a força que rege o universo e todas as coisas vivas.
Dr. Bokkula Reddy, indiano e médico ayurvédico que há mais de dez anos reside no Brasil, explica que o entendimento da energia, ou “prana” para os indianos, é fundamental. “Os cinco elementos – água, terra, fogo, ar e éter – são conceitos energéticos que definem as principais características das pessoas e servem como base para equilibrar o organismo. Por isso, saber manipular o prana (energia) é garantir saúde e bem-estar ao homem”, diz Bokkulla.
Assim, é indispensável compreender o Qi (energia ou sopro vital) em diferentes tradições chinesas e japonesas, a exemplo da acupuntura, feng shui, shiatsu, artes marciais etc. “Na medicina chinesa, usamos o conceito do Qi, já na indiana fala-se em prana, mas é a mesma energia”, explica Wagner Canalonga, sacerdote da Sociedade Taoísta Brasileira de São Paulo. “Os conceitos são parecidos, só que em vez de chakras, trabalhamos os canais de circulação de Qi”, esclarece.