Tríada - Evolua em todos os sentidos | Corpo - Mente - Alma

Página Inicial » Bem-estar e saúde » Terapias Dê um fim definitivo...

Dê um fim definitivo na ansiedade

Publicado por Redação em 25/08/2010 às 16h21

Às vezes ela chega tão forte que a barriga até dói. No passado, já foi considerada frescura de gente rica, hoje é reconhecida como um distúrbio de saúde. Não há dúvidas de que a ansiedade atrapalha a vida de suas vítimas. Então, que tal começar a combatê-la?

Texto • Denise Moraes
 

Renata costumava justificar seu jeito afobado e impulsivo dizendo que era uma típica ariana. Quando brigava com o namorado, ligava às cinco da manhã para a casa do rapaz: ou resolvia o problema ou terminava – mas tinha de ser na hora. Caso contrário, ela não conseguiria dormir nem trabalhar direito no dia seguinte. A verdade é que aquilo que para ela não passava de temperamento forte ou característica do signo  nada mais era do que um intenso sintoma de ansiedade.

Nem sempre a ansiedade é algo ruim. Quando o indivíduo se sente ameaçado, é natural que seu corpo entre em alerta e reaja com maior esforço e atenção. É como se, automaticamente, ele se adaptasse a uma situação de perigo. O coração acelera, a respiração fica rápida e curta, os músculos se enrijecem, as mãos e os pés suam, o estômago revira.

Em casos normais, esses sintomas não acontecem todos juntos nem são intensos o suficiente para atrapalhar a vida da pessoa. Nas situações patológicas, porém, a ansiedade vira um problema – e dos grandes. Aí, não importa se a pessoa está pendurada no topo de um precipício ou tomando café na casa de um amigo, ela está sempre a ponto de explodir.

“A ansiedade é considerada positiva quando leva à ação adequada, como estudar para uma prova ou preparar-se com antecedência para uma palestra”, explica o psicólogo Marco Antônio de Tommaso, da Universidade de São Paulo (USP). “É negativa quando leva ao desespero, quando limita a vida da pessoa, influenciando seus atos e até seu estilo de vida”, completa Tommaso, que já atuou no Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas, em São Paulo e, atualmente, atende as agências de modelos L’Equipe e Elite, também na capital paulista.

“Se não for tratado, esse distúrbio pode ser o estopim de uma gama de quadros graves que vão do abandono escolar ou do emprego até o uso de drogas, alcoolismo, obesidade via compulsão alimentar, anorexia nervosa e bulimia, transtornos sexuais, somatizações diversas, além de problemas de ordem social, como dissolução familiar”, adverte Tommaso.
 

Reconhecendo o inimigo

Há dois tipos de ansiedade: uma de característica individual e outra que depende da situação que a pessoa está vivendo, ou seja, se você sua frio falando em público para 300 pessoas, não há nada de anormal com você. Entretanto, se você vai discursar para as tais 300 pessoas daqui a um mês e já está passando mal de nervoso com a ideia hoje, você é ansiosa – e, sob situações tensas, vira uma pilha.

Veja outras atitudes de um típico ansioso: evitar as tarefas que o desestabilizam (por exemplo, falar em público) e ter medos desproporcionais  em relação à situação (como ter certeza plena e absoluta de que o avião vai cair, mesmo quando o vôo não passou sequer por uma turbulência).

 



Página 1 de 3
 
Recomendar Comentar Enviar por email Compartilhar Imprimir
COMPARTILHE NA REDE
ENVIAR POR EMAIL
Matérias relacionadas
Deixe seu comentário




  • + Da Semana
  • + Do Mês
  • + Comentadas
Inscreva-se em nossa Newsletter e receba em seu email nossas atualizações.

Twitter

Acompanhe-nos no twitter e fique por dentro das notícias em tempo real!
Siga-nos »
ACOMPANHE-NOS TWITTER ORKUT RSS NEWSLETTER