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Musicoterapia para a 3ª idade

Publicado por Redação em 30/09/2010 às 16h55

Com as ondas sonoras, a musicoterapia traz independência, autoconfiança, socialização e muita qualidade de vida para a terceira idade

Texto • Lívia Filadelfo
 

Sons da juventude. Das vibrações intra-uterinas às marchinhas de Carnaval e músicas dos cantores de sucesso da “era de ouro” do rádio no Brasil, como Orlando Silva, Francisco Alves e Emilinha Borba. É a magia da música transformando o cotidiano e dando vida nova àqueles que chegaram à terceira idade.

Utilizando a voz, o corpo e instrumentos musicais, o idoso é estimulado a desenvolver a criatividade e a capacidade de comunicação. Sem qualquer preocupação com os padrões estéticos, na musicoterapia, o idoso canta, dança e produz sons livremente. “Não se espera que o paciente cante afinado, toque em um determinado ritmo ou realize coreografias. O musicoterapeuta tem uma escuta musical diferenciada para identificar a inter-relação da produção corporal, sonora e musical do paciente com seu histórico sonoro-musical no contexto terapêutico”, explica a musicoterapeuta Luisiana Passarini, especialista em psicogerontologia pela PUC-SP.

As principais técnicas musicoterapêuticas aplicadas para a terceira idade são a recriação e audição musical. Na recriação musical, o idoso utiliza instrumentos para acompanhar uma gravação ou música ao vivo, canta ou participa de jogos musicais. Este processo facilita o desenvolvimento de habilidades sensório-motoras, melhora a atenção, orientação e memória, além de promover a integração do grupo, no caso de terapias em conjunto. A audição, ou experiência receptiva, também pode ser feita com música ao vivo ou gravação e tem como objetivos terapêuticos promover a receptividade, estimular a afetividade e melhorar a memória.
 

Solidão acompanhada

Nem sempre é tão fácil entrar na dança. Quando propôs o trabalho musicoterapêutico para um grupo de idosos internados em um asilo de São Paulo, Luisiana ouviu alguns nãos. Três dos dez idosos do grupo se recusaram a participar das atividades. Aos poucos, foram se identificando com as experiências relatadas pelos participantes. “Tudo o que era trabalhado com o grupo tinha muito a ver com história de vida deles também. Quando decidiram participar, depois de três meses apenas observando, eles tornaram-se os mais ativos do grupo”, relata.

O isolamento é muito comum na vida da terceira idade, até mesmo nas instituições para idosos. Nessas situações, a musicoterapia também é muito eficaz. “A mudança de comportamento e a socialização são evidentes. Com o trabalho musicoterapêutico, os idosos passam a perceber o outro, começam a conversar mais, trocar idéias e até a se preocupar com os demais”, conta Luisiana.
 

De bem com a vida

As músicas, ritmos e sons que fazem parte da vida do idoso, desde a infância até o momento atual, são utilizados para que ele possa resgatar as vivências do passado, bem como sua identidade e personalidade. Assim, o idoso desenvolve o autoconhecimento e o bem-estar. A musicoterapia pode ser feita em grupos ou individualmente, de acordo com a necessidade do idoso. Primeiro, o paciente passa por uma entrevista em que são coletados dados pessoais, clínicos e informações sonoro-musicais, ou seja, toda memória musical e de sons que o acompanham desde o útero da mãe. A partir desse relato, o musicoterapeuta avalia as necessidades do paciente e as possibilidades de melhora. Caso o idoso não tenha condições de ser entrevistado, a coleta de dados é feita com os familiares. Além do uso terapêutico, a musicoterapia também é aplicada para o tratamento auxiliar de diversas patologias que afetam os idosos como mal de Alzheimer, doença de Parkinson, depressão, seqüelas resultantes de AVC (acidente vascular cerebral) e deficiências físicas. Não é recomendada, apenas, em casos de epilepsia musicogênica e audição sensível a sons muito fortes.

 

Instituições que oferecem atendimento em musicoterapia para a 3ª idade:

Clínica de Musicoterapia UniFMU
Av. Santo Amaro, 1239 – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3842-5377 – ramal 165
E-mail: clinicamusicoterapia@fmu.br

Conservatório Brasileiro de Música
Av. Graça Aranha, 57, 12º andar – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (21) 3478-7600
E-mail: musicoterapia@cbm-musica.org.br 

 

SAIBA MAIS

O despertar para o outro: musicoterapia, de Clarice Moura Costa (Editora Summus)
 

 
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