Conheça algumas lições do Oriente para aguçar o mais imediato dos sentidos – e também o mais usado por nós para interpretar e compreender o mundo à nossa volta
Texto • Lívia Filadelfo

Primeiro, vamos à teoria. A visão resulta de três elementos: luz, fisiologia (olhos, nervos, cérebro) e psicologia (experiência, conhecimentos e personalidade). Aquilo que vemos é a interação desses planos com o objeto observado. É por meio da visão que, na maioria das vezes, estabelecemos o primeiro contato com pessoas, objetos e situações, e que produzimos as primeiras impressões sobre elas.
Dito isso, dá para entrar no papo espiritual. O mais imediato dos cinco sentidos, a visão parece algo concreto, incontestável, como reforça o ditado: “ver para crer”. Olhar é alcançar a verdade e, para a maioria de nós, não se pode contestar com argumentos aquilo que foi visto. Servimo-nos dos olhos o tempo todo para entender a realidade e tudo o que nos cerca. Como disse Leonardo da Vinci: o olho é a janela da alma, o espelho do mundo.