Ansiedade? Estresse? Nunca mais! Descubra o kun nye, técnica budista conhecida como yoga tibetano, capaz de restaurar a saúde e presentar você com imensa paz de espírito
Texto • Erica Franquilino

A restauração do equilíbrio entre as energias da mente e do corpo é a chave para uma vida saudável e feliz – disso ninguém discorda. E é essa a premissa do kum nye, técnica que, entre outros efeitos mais do que bem-vindos, ajuda a aliviar a ansiedade e o estresse, a aumentar a capacidade de concentração, a perceber e a melhorar a maneira de lidar com as emoções.
Conhecido como yoga tibetano, ele é um sistema de relaxamento e cura natural baseado na medicina oriunda do Tibete e na disciplina budista. Sua prática envolve exercícios respiratórios, automassagem e movimento suaves, que ajudam a promover a saúde do corpo, da mente e do espírito, “nos dando o poder de criar um modo de vida positivo e construtivo”, explica Rita Toledo, curadora e coordenadora da área de kum nye do Instituto Nyingma.
O método, que também é uma forma de aprofundamento da meditação, começou a ser disseminado no Ocidente no início dos anos 70, graças ao lama tibetano Tarthang Tulku, que adaptou a técnica e os movimentos descritos nos textos médicos budistas.
A prática chegou ao Brasil nos anos 80, trazida pelo Instituto Nyingma, que possui sedes em São Paulo e no Rio de Janeiro, e é a única escola do Brasil autorizada por Tarthang Tulku a ministrar o kum nye no país. O instituto oferece diversas modalidades de cursos e eventuais workshops, realizados por professores autorizados em várias regiões do país. “A técnica é simples, mas precisa da orientação correta e do feeling do profissional para ser eficaz”, lembra a instrutora.
Uma aula tem em média uma hora e meia, mas em casa – ou em qualquer outro lugar – bastam 20 minutos para colocar o yoga tibetano em prática. Trata-se de um hábito que pode e deve fazer parte do dia a dia, afirma Rita Toledo. Não há restrições quanto à idade ou quando começar. “Temos pessoas com 80 anos em nossos cursos gratuitos para a terceira idade”, afirma a especialista.