Incensos, ervas, óleos essenciais... Descubra os lendários e milenares aromas orientais que conquistaram o mundo ocidental
Texto • Renata Guerra
Geralmente, quando identificamos um aroma, uma lembrança logo vem à mente. A explicação para o fenômeno é simples: ao penetrar pelas narinas, o cheiro atua no cérebro por meio do sistema límbico, onde ocorrem efeitos químicos que podem mudar seu ânimo, evocar boas lembranças e emoções. Há tempos, o homem utiliza essências aromáticas com o intuito de obter sensações de euforia, relaxamento, conforto e êxtase. Aliás, o início desta história de magia ocorreu no Oriente, milênios e milênios atrás...
Nos dias de hoje, pareceria normal acender um incenso com o simples intuito de perfumar o ambiente. Mas quando este artefato foi criado, sua utilização estava totalmente ligada a rituais religiosos ou à espiritualidade. Segundo a crença da época, o incenso atraía deuses e deusas, afastava os maus espíritos e purificava o corpo e a alma. Então, que tal resgatar sua antiga função? O incenso de vareta, com o qual estamos mais habituados, é o formato do incenso hindu, composto de resina e ervas aromáticas. Quando acendê-lo, pare um instante e tente experimentar a sensação de tranqüilidade espiritual proporcionada. Se desejar, vale até fazer uma breve oração. A seguir, veja alguns tipos de incenso e suas propriedades:
Arruda – É ideal para proteção, limpeza psíquica, física e de ambientes carregados.
Cravo-da-índia – Beneficia a espiritualidade e estimula a sensualidade.
Manjericão – Atrai sorte, dinheiro e também é usado para defumação.
Mirra – Traz saúde, purifica e serve como oferenda aos Deuses.
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A história dos óleos essenciais se confunde com a dos incensos, o que faz com que ambos sejam parentes próximos. A extração dos óleos deu-se graças à descoberta da destilação por Avicena, médico árabe do século 10º. Hoje, os óleos essenciais são muito utilizados na aromaterapia. Por meio de um difusor a vela, quando o óleo é inalado, desperta os sentidos e equilibra as emoções. Os antigos faziam o mesmo em sua época, porém, baseados apenas na intuição e na experiência. Conheça alguns sintomas e os respectivos óleos indicados para tratá-los:
Ansiedade – Rosa, gerânio, palma-rosa e bergamota.
Concentração – Alecrim, capim-limão e tomilho.
Estresse – Lavanda, palma -rosa, laranja e tangerina.
Tristeza – Tangerina, capim-limão e pau-rosa.
O efeito medicinal derivado da queima de determinadas plantas e ervas é conhecido e aplicado pelos povos orientais há milênios. Segundo a tradição, a inalação de certos aromas surte efeitos positivos no tratamento de diversas doenças. O alecrim, por exemplo, é usado para estimular a concentração e aliviar problemas como reumatismo e tensão muscular. Já o eucalipto é excelente para a congestão nasal, sinusite, asma e bronquite.