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Nosferatu: o filme de terror definitivo

Publicado por Redação em 10/11/2010 às 18h06

Produzido em 1922, o filme marcou para sempre o gênero e ainda hoje é capaz de dar um friozinho na espinha. Saiba mais sobre esse grande marco do cinema

Texto • Redação
 

"Inspirada" no eterno Conde Drácula, a figura do Conde Orlok sobreviveu a perseguições e à passagem do tempo
 

Nosferatu não é apenas o primeiro filme sobre vampiros, mas o filme definitivo sobre vampiros. Apesar de ter sido produzido em 1922, suas imagens de horror ainda surpreendem: podem não provocar sustos, mas ficam gravadas de vez em nossas mentes, de tão tenebrosas e sombrias que são.

Dirigido pelo cineasta alemão Friedrich Wilhelm Murnau, Nosferatu é uma adaptação não-autorizada do romance Drácula, de Bram Stocker. Quase todos os elementos originais foram mantidos, mas como Murnau não conseguiu comprar os direitos autorais da obra, transferiu o local em que a história acontece de Londres para Bremen e alterou o nome de todos os personagens – transformando, por exemplo, Conde Drácula em Conde Orlok.

Para a viúva de Stocker, no entanto, as mudanças não fizeram a menor diferença. Assim que tomou conhecimento da existência do longa, Florence Stocker entrou na justiça contra seus produtores. A sentença foi totalmente favorável a ela, determinando que todas as cópias do filme deveriam ser queimadas. Por sorte, algumas já haviam sido distribuídas em outros países e, por isso, sobreviveram. Quando esses antigos rolos foram restaurados, o problema acerca dos direitos autorais ficou para trás – hoje em dia, uma das versões mais comuns de Nosferatu apresenta cada personagem com seu nome equivalente ao romance original. 
 

Um detalhe sinistro

Tão em alta hoje em dia, os filmes de vampiros já conquistavam os espectadores no começo do século passado
 

No macabro enredo, um corretor de imóveis é contratado para fazer a venda de um antigo castelo. O que ele não podia imaginar é que seu cliente é um vampiro secular, cruel e amargurado, disposto a fazer de tudo para cravar os dentes no pescoço de sua bela esposa.

A maior diferença entre a obra de Bram Stocker e a adaptação de F. W. Murnau é que, nesta última, o vampiro tem uma estreita ligação com uma peste mortal e misteriosa, que se espalha por onde ele passa em uma epidemia desenfreada. O termo Nosferatu, escolhido a dedo pelo diretor, faz alusão a esse sinistro detalhe: é inspirado em “nosufur-atu”, uma expressão eslávica que deriva do grego “nosophoros” e significa “aquele que carrega a praga”. Logo no início do filme, alguém pergunta: “Nosferatu! Este nome não soa como o chamado noturno da morte?”.

Malvado, assustador e soturno, o personagem criado por Murnau é uma das mais fiéis representações cinematográficas do Conde Drácula imaginado por Stocker. Ao contrário dos vampiros que geralmente vemos nas telas do cinema, ele não tem nada de belo, romântico ou charmoso: Nosferatu é, simplesmente, um assombroso morto-vivo – alto, esquálido, com orelhas, nariz e dentes pontiagudos e nenhum sex appeal.

Ninguém poderia ter encarnado essa decrépita criatura, mistura entre rato e homem, com tanta perfeição quanto o ator alemão Max Schreck. O horror se personifica de forma tão real em sua figura que, depois de assistir ao filme, é praticamente impossível não se perguntar se ele não seria um vampiro de verdade (uma coincidência intrigante é que Schreck, o sobrenome do ator, significa “visão assustadora” em alemão). 

 

O ator Max Schreck encarna o Conde Orlok em fotos promocionais do filme
 

Nasce um clássico

Na época de seu lançamento, a conturbada disputa judicial com a viúva de Bram Stocker desviou grande parte das atenções que se voltavam para o filme. No entanto, quando a poeira abaixou, não demorou para que os críticos se rendessem à grandiosidade e da obra de Murnau.

Mais de 80 anos depois, Nosferatu continua sendo reverenciado. E não é para menos: inúmeros elementos que ali apareceram pela primeira vez, como a aversão do vampiro à luz do sol, um estranho navio mal-assombrado e portas que se abrem sem serem tocadas passaram a fazer parte do imaginário que envolve as histórias de terror. Algumas de suas cenas – como o momento em que o vampiro se levanta completamente ereto de seu caixão e a sequência em que sua sombra é projetada na parede enquanto ele sobe as escadas - se tornaram tão clássicas que, até hoje, são reproduzidas a exaustão em filmes do gênero.

Já o envolvente terror psicológico criado por Murnau, que conduz o espectador a uma viagem para um mundo de fantasias tenebrosas e desejos irracionais, é algo difícil de ser copiado. Não poderia haver prova melhor de que, na indústria cinematográfica, tecnologia nem sempre é sinônimo de superação: Nosferatu é um filme mudo, em preto e branco e escasso em efeitos especiais – ainda assim, mais brilhante do que a maioria de seus sucessores.
 

O vampiro em uma das cenas mais icônicas do obra
 

Em tempo: Nosferatu foi refilmado em 1979, pelo diretor alemão Werner Herzog. O remake, que ganhou o nome de Nosferatu: o vampiro da noite e contou com o ator Klaus Kinsky como o conde das trevas, também é considerado uma obra-prima do horror, mantendo-se fiel às características originais do longa de F.W. Murnau.
 

Ficha Técnica

Título original: Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, uma Sinfonia do Horror)
Gênero: terror
Duração: 80 minutos
Ano de lançamento: 1922
País de origem: Alemanha
Direção: F.W. Murnau
Estúdio: Prana-Film
Roteiro: Henrik Galeen, baseado em livro de Bram Stoker
Produção: Enrico Dieckmann e Albin Grau

Elenco: Max Schreck (Nosferatu), Gustav Von Wangenheim (Jonathan Harker), Greta Schröder (Nina), Alexander Granch (Renfield), G. H. Schnell (Westenra), Ruth Landshoff (Lucy) e John Gottowt (o professor).

 

 
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