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Marlon Brandon: o chefão do cinema

Publicado por Redação em 10/11/2010 às 17h25

Não adiantou querer se isolar em uma ilha e nem fugir da fama: o talento de Marlon Brando foi maior do que seu instinto reservado. Conheça um pouco da obra inesquecível e da vida turbulenta desta grande estrela do cinema mundial

Texto • Redação

O bom senso previne que frases definitivas estão fadadas ao fracasso, mas, mesmo assim, vale arriscar uma: quem não viu Marlon Brando atuar, não conhece nada de cinema. O astro, que viveu personagens tão ricos quanto foi sua própria vida pessoal, é uma unanimidade de público e crítica.

Ídolo de gerações, Marlon Brando encarou com a mesma dedicação o papel do jovem rebelde, do chefe mafioso e até do pai do Superman. “Ele tinha o que se pode chamar de combinação perfeita. Tinha um talento incrível, era um símbolo sexual e se negava a aceitar compromissos. Tornou-se a expressão de uma interpretação verdadeira e realista, que nunca teria existido sem ele”, falou certa vez o ator Rod Steiger, que atuou com Brando no filme Sindicato de Ladrões (1954).

É incontestável, porém, que Brando se eternizou e marcou a história do cinema ao encarnar o mafioso Don Vitor Corleone, no clássico O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola, filme que lhe rendeu o segundo Oscar da carreira (o primeiro veio com o ex-boxeador fracassado de Sindicato dos Ladrões, de Elia Kazan, em 1955). Aliás, a maneira como ele recebeu este Oscar também virou história. No dia da cerimônia, Brando se recusou a ir pessoalmente e em seu lugar mandou a atriz hispânica Sacheem Littlefeather, vestida de índia para receber a estatueta e protestar sobre a forma como Hollywood tratava os nativos norte-americanos. Esta seria uma das muitas polêmicas em que esteve envolvido ao longo de sua vida.
 

Nasce uma estrela

Marlon Brando Jr. nasceu em 3 de abril em 1924, em uma família desestruturada financeira e psicologicamente, na cidade de Omaha (Nebraska). Sua mãe era uma atriz alcoólatra e depressiva e seu pai, um vendedor mulherengo que, segundo suas próprias palavras, “tinha o sangue composto de adrenalina, testosterona, álcool e ira”.

Depois de ingressar na escola militar e ser expulso, resolveu tentar a vida de ator em Nova York. Estudou com Stella Adler na conceituada escola de arte dramática Actor’s Studio, onde aprendeu, como nenhum outro, o método de Stanislavisky, que ensinava o ator a recorrer às próprias emoções para interpretar os personagens. Era a ferramenta que faltava para que ele desse vazão à sua turbulência emocional e, a partir daí, reescrevesse as regras de atuação.

Até 1948, recusou ofertas do cinema porque acreditava que Hollywood “nunca fez e, provavelmente, nunca fará um filme honesto”. Mas, em 1950, rendeu-se à indústria e estreou na pele de um soldado paraplégico, em Espíritos Indômitos, de Fred Zinnemann – seu primeiro sucesso de crítica. A partir de então, passou a ser disputado por grandes cineastas. Em 1952, atuou em Um Bonde Chamado Desejo, de Elia Kazan, virou símbolo sexual e  ganhou a primeira das quatro indicações consecutivas ao Oscar de melhor ator.

Nos anos 60, veio a primeira baixa de sua carreira e Brando se envolveu em produções menores. Em busca de diversidade, em 1961, ele se aventurou na direção, concebendo o western A Face Oculta.

O auge veio em 1972, com O Poderoso Chefão. Em 1973, fez finalmente as pazes com a fama, vivendo um homem de meia-idade que fica perdido após o suicídio da esposa: o inesquecível O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci. O cineasta italiano lembra que no final do filme, Brando lhe disse: “Nunca mais farei um filme como este. Não gosto de ser ator, mas desta vez foi ainda pior. Me senti violado do início ao fim, minha vida, minha intimidade mais profunda, e inclusive meus filhos, tudo foi tirado de mim”. Depois das filmagens, Brando não falou com Bertolucci durante 12 anos. “Um dia, procurei contatá-lo, e conversamos durante duas horas”, contou Bertolucci sobre a reconciliação com Mr. Mumbles (algo como Sr. Rabugento), apelido dado a Brando por Frank Sinatra que traduzia muito bem este aspecto de sua personalidade.

A verdade é que, para Marlon Brando, atuar era um fardo terrível. “A única razão de eu ainda estar em Hollywood é que eu não tenho coragem moral para recusar dinheiro”, afirmou certa vez. Depois de viver o coronel Kurtz em Apocalipse Now, em 1979, de Francis Ford Coppola, ele anunciou repentinamente sua aposentadoria e se restringiu a participações esporádicas no cinema.
 

Condenado pela fama

Marlon Brando teve pelo menos 11 filhos, frutos de várias relações, e no final da vida, passou por uma tragédia familiar. Em 1990, seu filho Christian assassinou o namorado de sua irmã Cheyenne. Christian foi preso e cinco anos depois, Cheyenne, com 25 anos de idade, se suicidou após uma longa crise de depressão. 

Nesta época, Brando vivia em Teti’ora, ilha que comprara na Polinésia Francesa, e chegou a pesar 160 kg. Em 1º de julho de 2004, o ator morreu aos 80 anos, vítima de complicações pulmonares. Depois de saber da notícia de seu falecimento, Bernardo Bertolucci declarou: “Ao morrer, Marlon Brando se tornou imortal”.
 

 
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dre beats comentou às 09h55 em 17/03/2013 responder denunciar

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