Tríada - Evolua em todos os sentidos | Corpo - Mente - Alma

Página Inicial » Cultura » Filosofia Filosofia e literatu...

Filosofia e literatura lado a lado

Publicado por Redação em 02/12/2010 às 16h56

Eles não são especialistas em filosofar, mas se inspiram nas palavras dos grandes pensadores para fazer literatura. A seguir, escritores contam para a gente como isso funciona

Texto • Daniel John Furuno
 

“Não sou daqueles escritores que não leem para não se deixarem influenciar. Leio pensadores como Baruch Spinoza (filósofo holandês, 1632-1677), Platão (filósofo grego, 428-347 a.C.), René Descartes (filósofo francês, 1596-1650), Arthur Schopenhauer (filósofo alemão, 1788-1860) e também autores que fazem a ponte entre a filosofia e a literatura, como G. K. Chesterton (escritor inglês, 1874-1936) e Friedrich Nietzsche (filósofo alemão, 1844-1900). Sempre tratei a filosofia com um respeito travesso, desobediente, pois ela própria lhe entusiasma a transgredir.

Geralmente, somos levados a fazer uma distinção entre sentir e pensar. Por exemplo, quando alguém está atraído por outra pessoa ou inicia um relacionamento, é comum ouvi-lo dizer que não quer ‘pensar demais’ e que prefere ‘deixar rolar’ – como se pensar não seduzisse. Para mim, é o contrário: acho o pensamento extremamente sedutor. Afinal, você não para de pensar em nenhum momento, nem quando está transando. Terminamos por tratar o pensar como algo não nobre, não intuitivo. Mas saber o que algo significa não mata sua significação. Da mesma forma, o poema é mais aquilo que não está escrito. Sua função é criar lacunas, assobiar a melodia para o leitor se lembrar da letra.

Não acho que a filosofia seja tão oposta à poesia como muitos acreditam. Ambas propõem não que você saia da sala, mas que mude de cadeira. Em ambas há a mesma inquietação de não aceitar tão facilmente as coisas que nos são passadas. O poeta é um filósofo preguiçoso.

No meu trabalho, a filosofia me ajuda na demolição do senso comum. No dia a dia, eu não conseguiria nem criar meus filhos sem filosofia, sem o processo terapêutico da pergunta, sem o espanto bom da infância”. (Foto: Renata Stoduto)

Fabrício Carpinejar é poeta e cronista, autor de livros como Um Terno de Pássaros ao Sul (Escrituras Editora) e O Amor Esquece de Começar (Bertrand Brasil).



Página 1 de 4
 
Recomendar Comentar Enviar por email Compartilhar Imprimir
COMPARTILHE NA REDE
ENVIAR POR EMAIL
Matérias relacionadas
Deixe seu comentário
cheap louis vuitton handbags comentou às 08h12 em 17/03/2013 responder denunciar

I have read a few of the articles on your website now, and I really like your style of blogging. I added it to my favorites blog site list and will be checking back soon. Please check out my site as well and let me know what you think. [url=http://www.thelouisvuittonmall.com/]cheap louis vuitton handbags[/url] cheap louis vuitton handbags

Denunciar abuso no Site

Você está ajudando o Triada a controlar o conteúdo que está violando as políticas de privacidade do site.
Onde está o abuso que você está denunciando?


Adicione um comentário sobre essa denúncia:



Enviar

Obrigado!




  • + Da Semana
  • + Do Mês
  • + Comentadas
Inscreva-se em nossa Newsletter e receba em seu email nossas atualizações.

Twitter

Acompanhe-nos no twitter e fique por dentro das notícias em tempo real!
Siga-nos »
ACOMPANHE-NOS TWITTER ORKUT RSS NEWSLETTER