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Medéia: um mito entre o bem e o mal

Publicado por Redação em 09/08/2010 às 19h15

Os fascinantes mitos gregos não envelhecem. Criados há milhares de anos, representam padrões de comportamento presentes em qualquer tempo ou lugar. A história de Medéia, por exemplo, ensina que, na vida real, não existem mocinhos nem bandidos

Texto • Renata de Salvi

Medéia era uma mulher apaixonada. Tanto que, quando teve que optar entre ser fiel ao pai, o rei Aeetes, e ajudar Jasão, o destemido guerreiro que chegara ao reino para tomar posse do Velocino de Ouro e, com ele, salvar sua cidade da dominação de Pelias, a moça escolheu o herói, a quem amara desde a primeira vista. Perdidamente apaixonada por Jasão, Medéia fez uso de todos os artifícios de que dispunha para salvá-lo dos males aos quais o rei pretendia submeter-lo. Tanto que seus conhecimentos em magia foram usados para trair o próprio pai e garantir ao amado a guarda do velocino que tanto almejava. Porém, o esquema foi descoberto e o casal teve que fugir do reino.

Estava pronto o cenário ideal para a revelação de um dos lados mais cruéis da moça. Para atrasar o pai, que perseguia a embarcação na qual escapavam de sua fúria, Medéia matou e esquartejou o próprio irmão, que os acompanhava, jogando seus pedaços ao mar. O rei, então, parou para recolher os pedaços do filho e decretou que a moça acabara de perder a família. Já em local seguro, ela acreditava que teria uma vida invejável ao lado de Jasão. Puro engano. O herói voltou atrás na promessa de ser o seu marido, abandonando-a para casar-se com a filha do rei Creonte – união muito mais vantajosa para suas ambições políticas. Medéia não suportou a desilusão, nem os risos de sua nova inimiga. Foi então que, por vingança, matou os dois filhos que teve com Jasão, deixando-o desolado. E não parou por aí. Utilizando novamente seu conhecimento em magia, envenenou a futura mulher do amado e também o seu pai, o rei Creonte.

A Antiguidade foi marcada pelo silêncio de mulheres como Medéia, que só não foi perpetuado porque, na arte, eram abertos espaços para contar suas histórias. Nas mãos de Eurípedes, a narrativa dessa tragédia mitológica ganhou nova forma e expôs dimensões impressionantes da fascinante personagem, que viveu a dualidade do amor e ódio e levou às últimas conseqüências a dor de uma traição.



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angelo comentou às 15h57 em 17/02/2013 responder denunciar

como acabou a historia nao gostei muito nao

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