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Os personagens do Holocausto

Publicado por Redação em 12/11/2010 às 13h56

Eles foram perseguidos e torturados. Hoje, são lembrados como vítimas ilustres de um crime sem perdão. Conheça os judeus que se tornaram famosos contando a sua versão particular de um dos episódios mais chocantes da História

Texto • Daniel John Furuno
 

Historiadores estimam que cerca de 6 milhões de judeus foram mortos pelos nazistas entre os anos de 1940 e 1945. Apenas em Auschwitz, o maior complexo de campos de concentração e extermínio já construído, foram assassinadas, em câmaras de gás e fornos crematórios, quase 1 milhão e meio de pessoas – das quais cerca de 1 milhão eram judias.

Durante os cinco anos em que durou o terror, incontáveis experiências de dor, perseguição e luta foram vividas em anonimato. As que se tornaram conhecidas, no entanto, emocionaram o mundo e entraram definitivamente para a História. Anne Frank, Simon Wiesenthal e Wladyslaw Szpilman são os protagonistas de algumas delas: comoventes histórias que se transformaram em símbolos eternos de resistência e esperança. Confira, a seguir, como eles transformaram suas vidas em importantes capítulos do Holocausto.
 

Inocência perdida

Um dos mais conhecidos testemunhos do Holocausto é sem dúvida o de Anne Frank, a adolescente cujo diário, escrito durante a ocupação nazista na Holanda, foi posteriormente publicado, tornando-se um best-seller lançado em dezenas de países – inclusive no Brasil, sob o título O Diário de Anne Frank (a chamada “edição definitiva” foi publicada em 2003, pela Editora Record).

Nascida em Frankfurt, Alemanha, em 1929, Anne mudou-se com a família (o pai Otto, a mãe Edith, e a irmã mais velha Margot), de origem judaica, para Amsterdã, em 1933. Em 1942, com a intensificação da perseguição nazista, os quatro passaram a viver escondidos no prédio da firma que Otto dirigia. Em 1944, foram descobertos, presos e enviados para o campo de concentração de Auschwitz, onde foram separados por sexo. Anne e Margot foram então transferidas para o campo de Bergen-Belsen, onde acabaram morrendo de tifo.

Único sobrevivente da família, Otto recebeu o diário de Anne das mãos de uma antiga funcionária, que o havia encontrado atrás de uma parede falsa no velho esconderijo da família. Editado como livro, foi originalmente publicado em 1947 e logo ganhou repercussão mundial, por mesclar as impressões de uma adolescente com um retrato detalhado do período de reclusão da família. O livro deu origem a uma peça teatral, em 1955, e a um filme, em 1959, além de permanecer até hoje como obra de referência.
 

De caça a caçador

Nascido na Ucrânia em 1908, o judeu Simon Wiesenthal mudou-se com a família para Viena, Áustria, em 1915. Depois de formado, passou a trabalhar como arquiteto em Lwów, na Polônia, onde vivia quando estourou a Segunda Guerra Mundial. Capturado pelos nazistas em 1941, Wiesenthal passou por nada menos que 12 campos de concentração, antes de ser libertado pelas tropas norte-americanas, em 1945.

Após o término da Guerra, Wiesenthal trabalhou como voluntário, reunindo documentos para o Tribunal de Nuremberg. Depois disso, passou a investigar o destino de vários fugitivos nazistas e contribuiu para a prisão de nomes importantes, como Adolf Eichmann, oficial do alto-escalão da SS capturado na Argentina em 1960, e Karl Silberbauer, um dos oficiais da Gestapo responsáveis pela prisão de Anne Frank.

Depois de se aposentar, Wiesenthal morreu em 2005. Deixou dois livros: The Sunflower (sem tradução para o português) e a autobiografia The Murderers Among Us (co-escrito por Joseph Wechsberg), publicada no Brasil em 1967 pela Editora Bloch, sob o título O Caçador de Nazistas.
 

Música nos escombros

Quando o bombardeio alemão começou a cair sobre a cidade de Warsaw, na Polônia, em 1939, o pianista Wladyslaw Szpilman estava tocando Noturno, de Frédéric Chopin, ao vivo, na Rádio Polonesa. Quando ele voltou à emissora em 1945, após o término da Guerra, decidiu retomar de onde havia parado e, uma vez mais, tocou a peça composta por seu compatriota.

A história de como Szpilman sobreviveu ao Holocausto é contada em sua autobiografia O Pianista (Editora Record), que inspirou o premiado filme homônimo, dirigido em 2002 por Roman Polánski.

Nascido em Sosnowiec, em 1911, Szpilman estudou em conservatórios e tornou-se um célebre músico e compositor. Na metade dos anos 30, passou a trabalhar para a Rádio Polonesa. Com a invasão alemã, foi forçado, assim como todos os outros judeus, a viver no gueto. Em 1942, seus familiares foram transferidos para o campo de extermínio de Treblinka, onde foram executados.

Um ano depois, ele fugiu do gueto. Descoberto num esconderijo pelo oficial do exército alemão Wilm Hosenfeld, Szpilman, em vez de ser preso, passou a contar com a ajuda do alemão, que lhe fornecia água e comida. Em 1945, com a chegada das tropas soviéticas, Szpilman finalmente pôde respirar aliviado. No entanto, não conseguiu salvar o amigo Hosenfeld, preso e executado pelo Exército Vermelho. Depois da guerra, o pianista deu continuidade à carreira musical, falecendo em 2000, sem ver o filme inspirado em sua vida se tornar sucesso de público e crítica.
 

 
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Hoodia Gordoni comentou às 20h15 em 09/10/2013 responder denunciar

Os personagens do Holocausto Cultura História Hoodia Gordoni http://www.zixiutangslimcapsule.com/buy-p57-hoodia-slimming-soft-gel-p-35.html

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