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Curiosidades da vida na Idade Média

Publicado por Redação em 20/12/2010 às 14h17

Bruxas, castelos, fogueiras, armaduras, violência. É no que a gente costuma pensar quando ouve falar em Idade Média. Mas como era, realmente, a vida do povo desta época?

Texto • Otávio Nagoya
 

Das aulas de História ficaram registradas palavras como cavaleiros, feudos, castelos, bruxas e fogueiras para se referir à era medieval. Mas, muito além destes conceitos genéricos, esta época, que durou cerca de mil anos (do século 5 ao 15) esconde fatos e curiosidades da vida cotidiana tão reveladores e surpreendentes quanto suas lendas e histórias oficiais. É um pouco desse rico universo que você vai conhecer agora.

 

Pé na cozinha

O cozinheiro tinha, durante a Idade Média, um status elevadíssimo, gozando do respeito geral, chegando mesmo a ter um tratamento quase real no decurso de grandes cerimônias. Na França, o trabalho de cozinheiro era visto com tanta importância que estes recebiam um título militar, o de “officiel de bouche” (oficial da boca). Dentro da hierarquia da cozinha, os chapéus brancos de alturas variáveis foram adotados para identificar o posto exercido por cada um. Enquanto o chef usava sempre o mais alto de todos, os auxiliares mais simples vestiam apenas um boné.

 

Perigo à mesa

Na Idade Média, aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Os tomates, por serem ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Copos do mesmo material eram usados para beber cerveja ou uísque. A combinação da bebida alcoólica com o óxido de estanho fazia as pessoas apagarem (uma espécie de narcolepsia), sendo, muitas vezes, consideradas mortas.

 

Infância ceifada

Três entre quatro crianças de família nobre passavam seus primeiros meses longe de casa, na maioria dos casos com a ama-de-leite. Mais da metade delas não voltava para casa antes de 18 meses, isso se sobrevivessem. Já no campo, o abandono de bebês era muito frequente. Além disso, a prática do infanticídio (por sufocação) não era vista como um fenômeno excepcional.

 

Sujeira pouca é bobagem

Nessa época, o banho era considerado prejudicial se tomado em excesso. Por “banhar-se em excesso”, entenda-se: mais de duas ou três vezes por ano. Quando tomados, os banhos eram em uma única tina, cheia de água quente. Primeiro vinha o chefe da família, que tinha o privilégio de se banhar em água limpa. Depois dele, sem trocar a água, era a vez dos outros homens da casa, por ordem de idade. Depois, vinham as mulheres, também de acordo com a idade. Por último, as crianças e os bebês tomavam seus banhos.

 

Banco dos Templários S.A.

Foram os Cavaleiros Templários que substituíram, pela primeira vez, a moeda pelo cheque. Os Templários eram alvos de constantes roubos e ataques durante suas viagens, então, para proteger sua riqueza, criaram o cheque, um documento que poderia ser trocado por moeda corrente com os companheiros de outras cidades.

 

Salão de beleza

Para manter a aparência e realçar a beleza, as mulheres medievais também tinham seus truques. Confira alguns deles:

Para colorir os lábios: açafrão

Para escurecer os cílios: negro da fuligem

Para embranquecer os dentes: sálvia

Para aveludar a pele: clara de ovo e vinagre

 

Surdos e desalmados

A surdez, nessa época, era tratada com a introdução de urina do próprio paciente em seus ouvidos. Além disso, na mesma época, os surdos eram considerados sem almas pela Igreja Católica.

 

Casamento medieval

Os costumes medievais estiveram na origem de algumas das atuais tradições ligadas ao casamento. Acompanhe.

Mês das noivas – na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável.

Buquê – por causa da higiene precária da época, as noivas usavam buquês de flores junto de seus corpos para disfarçar o mau cheiro.

Leis do casamento – foi durante a era medieval que as leis do casamento iniciaram a sua evolução. Em 1076, o Concílio de Westminster decretou que nenhum homem devia entregar a sua filha a alguém sem a bênção de um sacerdote. Mais tarde, foi decretado que o casamento não devia ser secreto, mas sim um ato público.

Vestido – contrariamente à tradição atual, o vestido de noiva não era branco. A cor mais usada era o azul, pois era o símbolo tradicional da pureza, embora o vestido pudesse ser de qualquer outra cor.

Bolo – o bolo de noiva que conhecemos, cheio de “andares”, teve sua origem naqueles tempos. Era costume os convidados levarem pequenos bolos, que eram colocados uns em cima dos outros. Para dar sorte e prosperidade, os noivos tentavam se beijar sobre os bolos sem os derrubar.

Festa – os casamentos medievais da nobreza eram celebrados nos castelos. Eram grandes festas com vários divertimentos e comida farta. Nos dia de casamento, os mendigos vinham de longe para receberem as sobras do banquete e era tradição o senhor do castelo libertar alguns prisioneiros. Já entre os camponeses, a festa de casamento ocorria na casa da noiva. Toda a aldeia se reunia para festejar a ocasião e presentear os noivos com alguns utensílios de madeira e outras ferramentas. Como não havia dinheiro para alianças, era tradição que uma moeda partida fosse dada à noiva, sendo a outra metade entregue ao noivo.
 

 
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df comentou às 11h02 em 29/05/2016 responder denunciar

eu quero saber se eles moravam na parte rural

Gabriely comentou às 14h00 em 01/03/2016 responder denunciar

Este texto foi de grande ajuda para a minha pesquisa tirei um ótimo 10 obrigado

vanessa comentou às 14h32 em 08/06/2015 responder denunciar

que merda em pensei que seria mais informativo

Márcio comentou às 09h50 em 18/12/2013 responder denunciar

Tirando a parte dos infanticídios e dos surdos que eram considerados desalmados,o resto era melhor antes do de nos dias de hoje. Involuímos.

Gostei comentou às 18h21 em 21/04/2013 responder denunciar

Ok, eu gostei muito da matéria. Eu precisava mesmo dela para escrever meu livro e agradeço muito! Só achei um tanto dificil aguentar sem vomitar a parte de "Surdos e desalmados" rs rs

paloma freitas da silva comentou às 19h07 em 08/08/2012 responder denunciar

AI EU GANHE 1 PONTO A +:)

loko comentou às 14h50 em 16/07/2012 responder denunciar

nao me ajudou em nada cara

geza comentou às 15h07 em 23/05/2012 responder denunciar

não me ajudou em nada

Clary comentou às 18h43 em 29/02/2012 responder denunciar

Brigada ajudo muito

aa comentou às 10h54 em 27/02/2012 responder denunciar

fdp

oi comentou às 10h52 em 27/02/2012 responder denunciar

que meuda

leon comentou às 10h50 em 27/02/2012 responder denunciar

Casamento medieval Os costumes medievais estiveram na origem de algumas das atuais tradições ligadas ao casamento. Acompanhe. Mês das noivas – na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável. Buquê – por causa da higiene precária da época, as noivas usavam buquês de flores junto de seus corpos para disfarçar o mau cheiro. Leis do casamento – foi durante a era medieval que as leis do casamento iniciaram a sua evolução. Em 1076, o Concílio de Westminster decretou que nenhum homem devia entregar a sua filha a alguém sem a bênção de um sacerdote. Mais tarde, foi decretado que o casamento não devia ser secreto, mas sim um ato público. Vestido – contrariamente à tradição atual, o vestido de noiva não era branco. A cor mais usada era o azul, pois era o símbolo tradicional da pureza, embora o vestido pudesse ser de qualquer outra cor. Bolo – o bolo de noiva que conhecemos, cheio de “andares”, teve sua origem naqueles tempos. Era costume os convidados levarem pequenos bolos, que eram colocados uns em cima dos outros. Para dar sorte e prosperidade, os noivos tentavam se beijar sobre os bolos sem os derrubar. Festa – os casamentos medievais da nobreza eram celebrados nos castelos. Eram grandes festas com vários divertimentos e comida farta. Nos dia de casamento, os mendigos vinham de longe para receberem as sobras do banquete e era tradição o senhor do castelo libertar alguns prisioneiros. Já entre os camponeses, a festa de casamento ocorria na casa da noiva. Toda a aldeia se reunia para festejar a ocasião e presentear os noivos com alguns utensílios de madeira e outras ferramentas. Como não havia dinheiro para alianças, era tradição que uma moeda partida fosse dada à noiva, sendo a outra metade entregue ao noivo. '

Ninguém comentou às 19h32 em 13/02/2012 responder denunciar

Valeu vou ficar com com a nota maxima no trabalho! :D Gostei

Obrigado pela explicaçao comentou às 19h39 em 22/10/2011 responder denunciar

Valeu estava dessa explicaçao para tirar nota boa em historia Valeu \o/

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