Em cenários incríveis, as lutas eram banhadas em violência e sangue quente. Ao vencedor, glória e aclamação pública. Confira detalhes sobre os lendários combates que causavam o delírio dos cidadãos da Roma Antiga
Texto • Redação
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A primeira luta na presença de uma platéia aconteceu no século 3 a.C., num combate entre três duplas, realizado em homenagem ao pai de Décimo Bruto e seu irmão, Marcus.
Os lutadores pertenciam a grupos específicos, com armamentos diferenciados. A classe dos secutores, por exemplo, usava escudo e punhal, enquanto os retiarius portavam uma rede, tridente e punhal. Existiam mais de dez tipos de gladiadores.
Os espetáculos também reuniam anões, que lutavam entre si ou com outros gladiadores, e mulheres, que combatiam com um dos seios à mostra. Aliás, essas lutas eram bastante comuns, sobretudo no período do imperador Domiciano (líder entre os anos 81 e 96 d.C.).
Antes de entrarem numa arena, aspirantes a gladiadores passavam por treinamentos. Escolas de gladiadores espalhavam-se por várias cidades do território romano. A maior de todas as escolas era a Ludus Magnus, que ficava ao lado do Coliseu e era ligada a este por um túnel.
Nos espetáculos com animais, a diversidade de espécies que acabaria sacrificada era enorme: de leões a crocodilos.
Em algumas ocasiões, pessoas da platéia podiam tocar os corpos dos mortos. Provar o sangue dos valentes que morriam em combate era uma forma de ganhar um pouco de sua força. Nobres também bebiam do sangue de gladiadores, acreditando na cura da epilepsia.
Numa realidade calcada na força e no regime escravo, a rebelião encabeçada por Espártaco incomodou o até então inabalável poderio romano. Grego, nascido no início do século 1 a.C., Espártaco vivia como pastor, até ser capturado e se tornar soldado do Império Romano. Depois de desertar, foi preso novamente, escravizado e vendido a uma escola de gladiadores. Em 73 a.C, ele fugiu em companhia de outros gladiadores, chegando a formar um exército de 90 mil homens. Foram várias as vitórias que obtiveram sobre as tropas romanas, até a morte do líder da rebelião, em combate, em 71 a.C.
Descoberto em 1993, um cemitério em Éfeso, na Turquia, abrigava restos mortais de 67 gladiadores. A identificação dos guerreiros foi possível graças aos relevos presentes nas tumbas, que descreviam o tratamento diferenciado conferido a esses lutadores.
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