Não é de hoje que músicos, atores, apresentadores e até médicos têm se aventurado – com sucesso! – no mundo da literatura. Prova de que a escrita é, cada vez mais, um ofício totalmente democrático
Texto • Thiago Perin
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Um bom tempo depois de se consagrar como compositor, Francisco Buarque de Hollanda adentrou também o olimpo dos grandes romancistas da literatura nacional: até hoje, são mais de 500 mil exemplares vendidos e dois prêmios Jabuti na estante. Desde sua estreia com Estorvo, de 1991, vieram três outros romances: Benjamin, de 1995; Budapeste, de 2003; e Leite derramado, de 2009 – destes, Benjamin e Budapeste viraram filmes. E tudo com direito a aclamação da crítica nacional e estrangeira.
Budapeste – romance, 2004
O impasse criativo e existencial de um ghost-writer o leva em uma busca pela “rendenção através da palavra” (Cia das Letras).
Estorvo – romance, 1991
História, contada em primeira pessoa, de um homem atormentado, que luta para distinguir o sonho da realidade (Cia das Letras).