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Prazer à mesa, com gostinho de Oriente!

Publicado por Redação em 29/11/2010 às 16h39

O sabor de uma refeição vai muito além da boca: por trás de todo o processo que ocorre entre o preparo e a degustação, escondem-se sensações inimagináveis, muito apreciadas pela tradição oriental

Texto • Lívia Filadelfo
 


 

Ácido, amargo, salgado ou doce. O paladar é a capacidade que nos permite reconhecer cada um dos sabores das substâncias colocadas sobre a língua. Para isso, existem as papilas gustativas, que reconhecem esses gostos e enviam, posteriormente, a informação recebida ao cérebro. Para sentir o sabor, o cérebro interpreta não apenas os estímulos gustativos (paladar), mas também os estímulos olfativos e as sensações térmicas e táteis.

Impulsos elétricos e estímulos químicos à parte, comer é prazeroso, essencial e faz bem. Experimentar novos sabores, transformar o preparo da comida e a própria refeição em um ritual são possibilidades interessantes que o Oriente nos oferece.

 

Temperos da vida

Exóticas e saborosas, as especiarias exaltam o prazer à mesa. Mas sua importância se estende também para fora das cozinhas. Foi atrás delas, por exemplo, que os portugueses no século 14 cruzaram os oceanos e, dizem por aí, descobriram sem querer uma terra que mais tarde batizaram de Brasil. No período das Grandes Navegações, esses ingredientes ajudavam a mascarar o gosto ruim dos alimentos que, com as longas viagens, apodreciam facilmente. Além disso, por trás de cada um desses temperinhos, existem histórias únicas e fascinantes. As primeiras notícias que se tem do uso do cravo-da-índia, por exemplo, vêm da China, onde os súditos da dinastia Han (206 a.C – 220 d.C) mascavam cravo antes de falar com os imperadores; desde aquela época, esta especiaria é usada como condimento, remédio e aromatizante. Hoje, sabe-se que o eugenol, óleo essencial dessa planta, tem efeito antiinflamatório, cicatrizante e analgésico. O curry, o gengibre, a hortelã, o manjericão e a pimenta-do-reino são outras especiarias vindas do Oriente e muito comuns à nossa culinária – e cotidiano.

 

A arte do sushi

Ao conhecer a culinária japonesa, a primeira impressão que fica é a de que os japoneses comem primeiro com os olhos e depois com a boca. A estética é um elemento crucial na alimentação dos nativos da terra do sol nascente, o que explica por que vários pratos são compostos como uma verdadeira obra de arte. O sushi, por exemplo, um dos pratos mais populares mesmo fora do país, tem origem em uma técnica curiosa de conservação do peixe que remonta ao século 4º a.C. Antes de adquirir o formato atual, o sushi era feito de forma diferente. O peixe era colocado no meio de uma papa de arroz cozido por alguns dias até o arroz fermentar. Em seguida, o arroz era descartado e só o peixe era consumido. Depois se passou a consumir o arroz também, e, para encurtar o processo de preparação, começaram a usar vinagre em vez de esperar que o arroz fermentasse. O nome sushi surgiu daí e significa “conservar no vinagre”, em japonês.

 

Pausa para o morango

Certa vez, um homem estava prestes a despencar de um barranco quando foi cercado por um urso e um grupo de onças, ansiosos para devorá-lo. Mesmo assustado, ele conseguiu se desprender da raiz que o sustentava para saborear um suculento morango que estava ao seu lado. O urso e as onças continuaram a espreitá-lo, mas isso não o impediu de aproveitar o momento. Tal qual o personagem desta lenda, devemos aprender a desfrutar os mais inusitados – e suculentos – sabores da vida.

 

Atenção à refeição

A técnica do orioki, que em japonês significa “tigela”, consiste em comer meditando. Para praticá-la, os monges usam uma trouxinha de pano, onde guardam os utensílios necessários à refeição. Como em uma coreografia, cada um abre sua trouxinha, dobra guardanapos e coloca tigelas à sua frente ao mesmo tempo. A concentração está presente tanto na hora de servir a comida como nos inúmeros detalhes a serem seguidos ao comer. Mas na vida fora dos monastérios budistas, praticar o orioki não precisa ser tão ritualístico. Meditar é um exercício de atenção plena, é estar consciente a cada instante da vida (inclusive à mesa). Você não precisa modificar seus hábitos, basta apenas trazer mais consciência e atenção para tudo o que fizer durante a refeição.
 

 
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