Comer pouco, mas bem. E sempre com um prazer enorme! Esses são alguns dos segredos que a francesa Mireille Guiliano revela no livro "Mulheres francesas não engordam". A seguir, você confere algumas de suas dicas. Bon appétit!
Texto • Redação
Joie de vivre! É assim, com alegria de viver, que Mireille Guiliano brinda os leitores com sua obra As mulheres francesas não engordam. Ao propor uma visão descomplicada e eficiente sobre hábitos alimentares, a autora – que é presidente da famosa fabricante de vinhos Clicquot Inc., nos EUA – mostra como é possível manter a forma e a saúde tendo apenas bom senso e moderação. A seguir, um aperitivo deste delicioso banquete francês.
"A refeição tradicional francesa ainda se mantém com três pratos – e, muitas vezes, um adicional de queijo antes da sobremesa. Em um grande restaurante, não é estranho ter ainda mais pratos! Por que as mulheres francesas (ou os homens, também) não engordam?
A razão é que adaptamos o comer tradicional à vida moderna (...) Comemos muito apenas em certas ocasiões, não regularmente. Nossos pratos são maiores em número, porém menores em tamanho. E o mais importante: até uma refeição comum possui um certo grau de formalidade e tradição.
A palavra francesa menu não quer dizer apenas “lista de pratos”, pois la carte é o termo mais comum na França. Quer dizer também “pequeno”. Por seu uso em relação à comida, queremos sugerir o sentido de "pequenas ofertas". A essência da gastronomia francesa é ter um pouco de diversas coisas, em vez de muito de uma ou duas. É o exato oposto do sentido americano de "porção".
Vamos examinar o prato francês. Para nós, é estranho colocar a refeição INTEIRA em um prato. É estranho ver um prato coberto de comida. O arranjo da refeição no centro do prato faz parte do prazer francês. E o trocar de pratos não apenas força a pessoa a se concentrar no que está saboreando no momento, mas também retarda a refeição, favorecendo a digestão e promovendo maior satisfação – quanto mais depressa comer, mais vai querer.
(...) Algumas formalidades dão mais brilho à experiência do jantar e fazem com que comer menos pareça mais significativo. É o poder da apresentação, que inclui o uso de pratos de porcelana, copos de cristal e toalhas de mesa em linho. Velas também são um belo toque, embora sejam realmente uma tradição americana que agora está em grande moda na França.
Se tudo isso lhe parece um esforço extra sem sentido, você não está entendendo a questão: o arranjo da mesa pode ser tão importante quanto a preparação da comida. Isso coloca sua mente no que está para vir e aguça o apetite, abrindo-o a uma experiência mais completa.
Muitos franceses fazem do almoço sua principal refeição. Isso pode não ser prático para você. No entanto, três refeições por dia são obrigatórias para ajustar o metabolismo do corpo no ponto certo. Comer bobagens – o que decorre, principalmente, de não fazer as três refeições apropriadas – (...) gera confusão para nosso corpo e espírito.
Se você não tem muita fome pela manhã, não se engane pensando que pode sair-se bem com um falso café. Você vai apenas comer desproporcionalmente mais tarde. (...) As pessoas que fazem uma refeição por dia estão apenas se iludindo – e não de modo correto. Por volta do jantar, vão estar famintas!
Primeiro, vêm os drinques coloridos: bebidas fortes, xaropes açucarados (calorias vazias que amortecem os sentidos – estes coquetéis deveriam vir com um aviso geral do cirurgião!). Depois, vem a típica refeição de restaurante, apresentando porções desmedidas, feitas com todos os truques de um mau cozinheiro: sal demais e gordura e açúcar escondidos em pratos saborosos. Quanto? Quem sabe. Não podemos enviar o jantar para um laboratório de análises.
A opção “para viagem” pode ser a mesma caixa cheia de mistério. Deixe o jantar fora de casa para ocasiões especiais e escolha qualidade. Bons restaurantes são excepcionais. O melhor é comer em casa. Manger bien juste (comer bem e corretamente). Conheça sua comida e conheça-se a si mesma!"
A AUTORANascida na França, Mireille Guiliano tem 64 anos, é CEO e presidente da Clicquot Inc., clássico fabricante de champanhe e vinhos, nos EUA, onde mora há mais de 20 anos.
