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Por dentro da macrobiótica

Publicado por Redação em 20/04/2010 às 11h39

Bate-papo com o especialista

Por dentro da macrobióticaHoje com 84 anos, Tomio Kikushi chegou ao Brasil na década de 50, logo após lutar na 2ª Guerra Mundial como tenente. Assim como todo o povo japonês, ele estava arrasado. Conseguiu se reerguer, afirma, com o poderoso apoio do sistema alimentar macrobiótico.

Atualmente, o senhor de cabelos grisalhos e sorriso fácil é considerado um dos grandes pilares mundiais da nova macrobiótica, e é com palavras simples que ele divulga essa filosofia que tem na alimentação a base de todo o bem-estar. Acompanhe o bate-papo!
 

Qual o objetivo das pessoas que procuram o senhor para obter uma saúde melhor?

São pessoas que têm dúvidas e não encontram respostas no sistema tradicional. Elas não encontram um diálogo compreensível, razoável e satisfatório. A base de qualquer relacionamento é o diálogo, mas isso está sendo esquecido. Comunicabilidade é confiabilidade. Quando uma pessoa vai procurar um médico, ela não encontra um diálogo. Tenho a impressão de que os médicos têm medo de dialogar, porque a conversa que têm fica restrita dentro de suas especialidades.
 

É essa a diferença entre a abordagem médica ocidental e a oriental?

Exatamente. Um médico que estuda o aparelho digestivo vai saber falar sobre a parte gástrica. Mas, se o paciente perguntar outra coisa, será encaminhado a outro especialista. O que eles não percebem é que está tudo interligado. Nenhum organismo funciona subdividido, isolado. Esta é a grande falha da medicina atual. Eles cuidam do sintoma, em vez de se atentarem às causas. Já a medicina oriental é holística, com base no diálogo, porque só assim é possível encontrar o motivo de tudo o que vem acontecendo com a pessoa. Nenhuma doença acontece de repente. Tudo é consequência. Daí a importância de descobrir o princípio de cada coisa.
 

Quando foi a última vez que o senhor ficou doente?

Às vezes fico doente, sim. Estive no Rio de Janeiro e estava um calor danado, depois fui para Belo Horizonte, o dia esfriou e eu estava sem agasalho, então fiquei um pouco resfriado. Mas passou rápido.
 

Para finalizar: o senhor toma remédios?

O alimento é o melhor remédio. É preciso dizer que nosso critério é educativo, e não apenas procurar solução para a doença. Nossa atividade é prevenir três desgraças da humanidade: doença, miséria e guerra. E isso só é possível pela educação baseada na autoeducação. Hoje em dia, existe muita gente que educa outros, mas nem sabe educar a si próprio. O educador tem de mostrar o resultado maravilhoso da autoeducação compreensível por meio da razão, que seja útil para si mesmo para depois educar outros. Razão, necessidade e prática são o caminho.

 

Restaurante Satori
Praça Carlos Gomes, 60, 1º andar
Liberdade – São Paulo/SP
Tel.: (11) 3242-9738



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Eginia Ap. Reiche comentou às 16h35 em 30/05/2010 responder denunciar

gostaria muito de saber sobre a macrobiotica, pois tenho um reumatismo terrivel chama-se esclerodermia e queria saber se a macrobiotica poderia amenizar

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