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Carboidratos: vilões ou mocinhos?

Publicado por Redação em 25/10/2010 às 19h04

Algumas dietas os recomendam, outras os condenam ter-mi-nan-te-men-te. Mas o que há de verdade em tudo o que é dito por aí? Entenda agora como realmente agem os carboidratos e aproveite só o que eles têm de bom a oferecer

Texto • Lívia Filadelfo

Como agem os carboidratos
 

Pouca gordura e muito carboidrato ou muita gordura e pouco carboidrato? Qual é a melhor forma de conseguir perder peso com saúde? A resposta não é tão simples quanto parece ou nos querem fazer acreditar as tais dietas milagrosas.

Grande parte da má fama dos carboidratos está ligada, sobretudo, aos carboidratos altamente processados, encontrados em doces, pães, salgadinhos e outras guloseimas. O processamento industrial moderno dos alimentos elimina as fibras, o que prejudica sua verdadeira natureza e a forma como são metabolizados no organismo. O processamento do arroz, por exemplo, remove as fibras – e, consequentemente, os nutrientes –, para facilitar e acelerar seu cozimento. Como resultado, o organismo absorve apenas o amido e as calorias.

Em contrapartida, nos alimentos integrais, fibras e nutrientes são preservados. Assim, quando se ingere arroz integral, o organismo absorve além do amido e calorias, fibras e outros nutrientes, de forma lenta e gradual. “Quanto mais rapidamente os amidos e açúcares consumidos são processados e absorvidos pela corrente sanguínea, mais você engorda”, explica o cardiologista norte-americano Arthur Agatston, autor da dieta de South Beach. Isso quer dizer que qualquer coisa que acelere o processo no qual o organismo digere os carboidratos é ruim para a dieta, e qualquer coisa que o retarde, é boa.
 

Dentro do seu corpo

Existe uma famosa frase nutricional que afirma que “a digestão começa na boca”. Com os carboidratos não é diferente. Nesta fase, a saliva começa o processo químico de separar o alimento em seus componentes. Depois, no estômago, o carboidrato é dilacerado pelas contrações musculares e ácidos gástricos para obter os açúcares contidos nele. A velocidade que isso acontece depende de vários fatores, principalmente, de outras substâncias que “entram no caminho” do organismo na hora de digerir os carboidratos.

Algumas, como as fibras, diminuem a velocidade já que aumentam o esforço do estômago para alcançar os açúcares e amidos dos carboidratos. Ligados às fibras estão os nutrientes, o que faz com que o estômago tenha que trabalhar ainda mais para chegar ao alimento. Além das fibras, gorduras e proteínas também retardam a velocidade com a qual o estômago age sobre os carboidratos. Assim, consumir um pouco de proteína ou gordura saudável junto com carboidratos pode ser sim muito benéfico.
 

Reserva e combustível

Na digestão, o organismo extrai os açúcares dos carboidratos e os transforma em combustível – que poderá ser queimado ou armazenado. A queima de quase todo o combustível significa que a pessoa é suficientemente ativa para fazer uso eficiente dos alimentos que consome. O excesso de combustível armazenado resulta em gordura corporal. É aquela velha equação do “consumo e gasto” – você deve consumir somente aquilo com que pode pagar.

“Os alimentos ricos em carboidratos fornecem a energia necessária para o funcionamento do organismo humano. É com a energia obtida dos carboidratos que temos força para nos locomover, trabalhar e realizar as atividades cotidianas. Por isso, os alimentos ricos em carboidratos são chamados alimentos combustíveis”, afirma a nutricionista Renata Bravo.

Por este mesmo motivo, os carboidratos são muitas vezes considerados inimigos do emagrecimento, já que combustível estocado se transforma em gordura que se deposita sob o tecido adiposo e faz com que a pessoa ganhe peso. “Com uma alimentação balanceada, adequada em carboidratos de acordo com o peso, a altura e a idade, isso não acontece. Há casos em que a pessoa ingere carboidratos em excesso, mas mantém uma atividade física, o que provavelmente não a fará engordar”, explica a nutricionista Teresa Cristina Labanca, chefe do setor de nutrição do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro.
 

O que fazer, afinal?

“O importante é haver um equilíbrio entre a quantidade de carboidratos consumidos e o tipo de vida. Os atletas, por exemplo, não podem ficar sem carboidratos, fundamentais a energia que utilizam para o desempenho de suas funções”, afirma a nutricionista Teresa Cristina Labanca.

Crianças na fase escolar também não podem deixar de ingerir carboidratos. Em fase de crescimento, recomenda-se, inclusive, uma dieta rica nestes nutrientes, já que eles agem sobre o Sistema Nervoso Central, responsável por funções como memória e concentração. Dificuldades de aprendizado podem estar associadas à baixa ingestão de carboidrato. “Por isso, é importante o acompanhamento do especialista que saberá o que é ideal para cada pessoa”, recomenda.
 

 
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