Quer ter um corpão? Imaginá-lo é o primeiro passo do QI Mental, o método em que a força da mente é a grande responsável pela conquista do físico ideal. É, a ciência confirma: é possível usar o poder mental para emagrecer!
Texto • Diego Alencar
Já imaginou eliminar aqueles quilinhos extra e ganhar um corpão sem remédios, muito menos dietas radicais? Não é sonho. A ideia do QI Mental é que é possível perder peso apenas com a força do pensamento. Baseado em conceitos da medicina oriental, o método foi implementado no Brasil há cerca de cinco anos, pelo médico e acupunturista Ysao Yamamura, chefe do setor de Medicina Chinesa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Desde então, vem chamando a atenção na luta contra a obesidade.
A técnica tem sua origem no tao yin, espécie de yoga chinês, existente há 2.500 anos (veja o quadro mais abaixo). De acordo com sua filosofia, toda enfermidade ou distúrbio físico tem uma origem emocional e é desencadeada a partir de um registro armazenado em nosso subconsciente. Às vezes, ele vem do útero materno e até mesmo de nossos ancestrais.
No caso da obesidade, a herança que nos atrapalha é o medo de morrer de fome. Mesmo sem percebermos, muitas vezes, a lei da sobrevivência é ativada em nosso subconsciente. Comer em excesso e não eliminar a gordura acumulada são, portanto, maneiras de nos mantermos vivos. Com o QI Mental é possível resgatar a memória do passado e alterar essas reações.
O médico João Isamu Yokoda garante, por experiência própria, a eficiência da técnica. Em 2000, Yokoda era considerado um obeso: pesava quase 110 quilos para 1,70 m de altura. Ao conhecer o QI Mental, viu a possibilidade de resolver seu problema de uma maneira natural. Resultado: em dois meses enxugou 20 quilos. Por isso, há cinco anos, o especialista em cirurgia geral, acupuntura e homeopatia desenvolve tratamentos baseados na mobilização do QI – energia, no idioma chinês – no setor de Medicina Chinesa e Acupuntura do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Hoje, Yokoda atende a pacientes que querem seguir seu exemplo. O método consiste em um workshop de quatro horas de duração direcionado a cerca de 30 pessoas. Durante a apresentação, a compreensão do método é exercitada pela repetição e imaginação. Ali mesmo, o paciente inicia o processo de redução de peso a partir da construção da imagem do corpo ideal. Segundo o médico, cerca de 60% dos pacientes já saem curados após esse primeiro contato com o método. Os outros 40% precisam de uma consulta individual para apagar os registros residuais que impedem seu emagrecimento.
A partir daí, não há restrições alimentares. As únicas regrinhas são fazer o exercício de mentalização várias vezes ao dia, adotar uma dieta saudável (sem excesso de enlatados e produtos industrializados em geral) e comer todos os dias nos mesmos horários, sem grandes intervalos entre as refeições. Fazer exercícios físicos também ajuda – segundo Yokoda, não para queimar calorias, mas para avisar a mente de que, apesar da perda de peso, a pessoa continua saudável.
Muito similar ao yoga indiano, o tao yin tem raízes na China e na Tailândia de milênios atrás. O método mistura posturas corporais, alongamento, controle da respiração e meditação, e tem como objetivo conectar o indivíduo com sua própria essência e equilibrar corpo e mente. Os exercícios não são complexos, mas exigem muita concentração e dedicação.