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Por dentro da dieta judaica

Publicado por Redação em 27/07/2010 às 12h50

Adotada por muitos judeus ortodoxos e cabalistas, a dieta kosher propõe um conjunto de regras para uma alimentação saudável e alinhada aos preceitos da Torá. Entenda como ela funciona

Texto • Geisa D'avo
 

Que tal sentar-se à mesa para um lanche e pedir ao garçom um cheeseburger bem suculento e, para acompanhar, um milkshake? Parece irresistível? Não se você for um adepto da dieta kashrut, a dieta judaica também conhecida como kasher ou kosher, adotada, em geral, pela ala mais tradicional da comunidade. Isso porque, de acordo com a Torá, não é permitido misturar carnes e laticínios em uma mesma refeição. E este é apenas um dos princípios que compõem este tipo de alimentação.

Praticada há milênios, a culinária kosher, aos poucos, vem se revelando um novo nicho no segmento gastronômico brasileiro. Entre seus seguidores, hoje não existem apenas judeus ortodoxos, mas também simpatizantes ou praticantes da mística judaica. Em comum, estas pessoas carregam o fato de aderirem à dieta motivadas não por razões racionais, mas sim por determinações espirituais. “A maior parte das normas alimentares judaicas não veio acompanhada de explicação alguma, por isso desconhecemos os motivos responsáveis por um alimento ser permitido e outro proibido. Não sabemos por que determinado critério foi adotado e não justamente o seu oposto”, explica o rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista (CIP). Para muitos, esta falta de justificativa, porém,não é problema, ao contrário: “muitas vezes é desafiador seguir um conjunto de normas que não compreendemos”, explica o rabino.
 

Por que não?

Carne de porco, frutos do mar, camarões, peixes sem escama, uva e seus derivados, cultivados ou produzidos por não-judeus, são alguns dos alimentos proibidos pelas leis da kashrut. Diante da falta de consenso sobre o que motiva estas restrições, algumas teorias surgem na tentativa de decifrá-las. Para alguns, grande parte dos princípios extraídos da Torá traz, em si, uma preocupação sanitária evidente. “A carne de porco é extremamente gordurosa e, quando ingerida pouco cozida, pode trazer diversas enfermidades. O mesmo ocorre em relação aos frutos do mar que trazem, muitas vezes, detritos do fundo dos oceanos em seu interior. Uma leitura religiosa clássica pode ser harmonizada com essa abordagem se adotarmos a visão de que Deus estabeleceu tais normas para que seu povo viva com mais saúde”, afirma o rabino.

Sob outro ponto de vista, a culinária kosher exerce uma função social, já que permite aos judeus reforçarem sua identidade. “Os encontros sociais acontecem, via de regra, em torno de uma mesa. Pessoas que comem e bebem juntas também fazem negócios, namoram e se casam. As normas alimentares judaicas, sob tal perspectiva, seriam uma ferramenta de controle social poderosa”, explica Schlesinger.

E, evidentemente, as razões religiosas também estariam por trás da culinária kosher, afinal, alimentar-se da maneira estipulada no livro sagrado certamente representaria um ato inquestionável de louvor e agradecimento a Deus. 



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