Que falar outra língua é importante, todo mundo sabe. Mas quais os passos certos para tornar-se bilíngue, ou até mesmo poliglota? Será que fazer intercâmbio é uma boa ideia? E como escolher um bom curso? Descubra agora
Texto • Vanessa Piccoli e Geisa D'avo

Para se tornar fluente em um idioma, existem vários caminhos. A professora Tatiane Barreto, por exemplo, optou por aprender o inglês sozinha, dedicando-se a traduzir músicas ou a assistir filmes sem legendas. Depois, já com um domínio intermediário da língua, decidiu investir para aprimorar o seu conhecimento. “Certo dia, uma moça me entregou um folheto de uma agência de intercâmbio cultural. Fiquei interessada e, depois de me informar bastante, fiz minha inscrição e embarquei para a Filadélfia, nos Estados Unidos, onde trabalhei e estudei inglês durante um ano”, conta ela.
Quando chegou em terras norte-americanas, Tatiane entendia o idioma melhor do que falava. Em seis meses, estava fluente. Hoje, de volta ao Brasil, conquistou uma vaga em uma grande empresa de informática. Assim como ela, grande parte das pessoas que procuram agências especializadas em intercâmbio apresentam um mesmo perfil: estudaram o idioma desde o início da fase escolar e também em cursos particulares, mas querem dar o último passo para obter a fluência total.
Mas será que a única maneira de tornar-se um expert em outro idioma é a partir de uma experiência internacional? Segundo Adriana Covelo, diretora da agência BEX, em São Paulo, este pode não ser o único caminho, mas certamente é um dos mais eficientes. Isso porque, ao chegar em outro país, o estudante fica em contato com o idioma e com os costumes do lugar em tempo integral, o que facilita (e muito) a aprendizagem.
A fluência surge, portanto, a partir dessa imersão cultural. “Não tem como voltar sem falar, porque o aluno precisa se virar em todas as situações, seja na hora de comprar um ingresso para o cinema ou pedir informações na rua. Ao colocar em prática a conversação, ele desenvolve a língua. Tudo isso se torna algo muito natural no dia-a-dia”, conclui Adriana.
Se a ideia de embarcar numa experiência internacional pareceu tentadora, veja algumas dicas para optar por um curso de qualidade.
• Procure uma agência credenciada na BELTA (Brazilian Education and Language Travel Association), e que seja confiável.
• Dê preferência às empresas que oferecem atendimento personalizado. Assim, você terá auxílio na hora de escolher o curso, o país, ou preparar a documentação necessária para a viagem.
• Aceite a indicação de outras pessoas que fizeram intercâmbio e participe de palestras sobre cursos no exterior.