A nota do investment grade não é eterna, por isso, o governo não deve se acomodar e sim, adotar algumas reformas econômicas e políticas para não perder a confiança do investidor estrangeiro.
E um dos pontos que ele deverá prestar atenção é na política cambial. Rússia, México e Coréia do Sul tiveram suas moedas valorizadas nos dois anos seguintes ao anúncio da elevação do selo de grau de investimento. Fato que não deve ser diferente no Brasil. O real valorizado frente ao dólar, irá impulsionar o aumento das importações, processo que poderá acelerar a piora do resultado da balança comercial e elevar o déficit nas contas externas.
Para diminuir os efeitos do câmbio flutuante, uma das recomendações da S&P está na melhoria da gestão de contas públicas. Isto quer dizer que os gastos do governo não podem acompanhar o aumento da arrecadação. Segundo a agência, uma forte proposta para isso é o projeto da reforma tributária que está sendo discutido no Congresso.
Ter alcançado a nota de investment grade foi um passo importante na política monetária brasileira. Agora, cabe ao governo e diversos setores da economia honrar esse voto de confiança.
GRAU DE INVESMENTO
AAA – Capacidade total de quitar dívidas no prazo
AA – Nível alto de comprometimento financeiro
A – Comprometimento ainda suscetível às grandes variações de mercado
BBB – Economia estável, mas consideravelmente influenciada por condições externas
GRAU ESPECULATIVO
BB – Confiável no momento presente, mas incerto em um momento futuro
B – apacidade de quitar as dívidas diretamente atrelada às variações do mercado
CCC – Economia que depende de condições muito favoráveis para pagar todas as dívidas
CC – Vulnerabilidade altíssima
C – Prestes a entrar na inadimplência
D – Incapacidade de quitar as dívidas e respeitar prazos