Será que vale a pena investir em um financiamento de vários e vários anos? E, fora essa, quais outras opções existem? Saiba qual a melhor estrada a seguir para ter o seu carro na garagem
Texto • Thiago Perin

Financiar um carro está cada vez mais fácil no Brasil. As taxas de juros, bem menores do que as praticadas em um passado recente, continuam em queda, e a maioria dos bancos oferece cada vez mais condições de parcelamento bastante atraentes. Diante disso, parece fácil e compensador para o consumidor levar para casa o seu zero quilômetro em prazos que podem se estender até incríveis 96 meses. Mas será que vale a pena? Veja a análise da consultora Viviane Farah Martínez, da LLA Investimentos.
Obviamente, se puder evitar o financiamento, evite e, como em qualquer outro negócio, negocie descontos e pague à vista. Mas como a realidade nem sempre é tão doce, talvez você não possa esperar meses para juntar e investir dinheiro mensalmente e não queira optar por um consórcio. Nesse caso, o financiamento é a saída. A boa notícia é que as taxas de juros vem baixando e, em geral, hoje vão de 0,99% a 3,5% ao mês. Então, não tenha preguiça de pesquisar e negociar a melhor taxa. Outro ponto importante a se analisar é se o leasing não é uma opção mais vantajosa para você do que o CDC (Crédito Direto ao Consumidor). No leasing, o bem fica em nome da empresa que concede o crédito e você paga prestações a ela. Se não pagá-las, perde o direito de usufruir do carro, ou seja, a companhia efetivamente toma posse dele. Com a recente alta do imposto IOF, o leasing ficou mais barato do que o CDC, então, fique de olho nele!
Fique bem atento aos valores dos juros (abaixo de 1% ao mês são melhores negócios). Veja também qual é o valor da Taxa de Abertura de Crédito (TAC), do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e das parcelas. Os bancos não permitem que o cliente comprometa mais de 30% da sua renda mensal. E lembre-se que, quanto maior for a entrada e menor o prazo escolhido, mais baixos serão os juros.