Você aplicou o dinheiro, mas o banco entrou numa pior. E aí, o que acontece com seu investimento caso o banco em que foi aplicado venha a quebrar? E como se proteger numa situação dessas? Descubra agora
Texto • Geisa D'avo
Ainda que a situação econômica brasileira atual seja relativamente estável, uma série de imprevistos pode levar bancos privados à falência, comprometendo, assim, os investimentos de seus clientes. É o caso do Banco Santos, por exemplo, cuja falência foi decretada no final de 2005, levando ao desespero diversos investidores que haviam aplicado grandes quantias na instituição.
Sem contratos ou garantias de que o dinheiro pudesse, de alguma forma, ser recuperado, muitos deles chegaram até mesmo a processar o Banco Central do Brasil (Bacen), mas não obtiveram êxito, como aponta nota publica no site do Banco.
“A Justiça Federal de São Paulo acolheu o argumento da PRU (Procuradoria Regional da União) da 3ª Região de que a fiscalização das instituições financeiras nacionais é função do Bacen (Banco Central do Brasil) e reconheceu que a União não pode ser responsabilizada pelos prejuízos sofridos por clientes com a falência Banco Santos”.
Para evitar passar por situações como essa, economistas aconselham que clientes habituados a investir grandes valores em seus bancos fiquem atentos ao que dizem os contratos assinados com essas instituições, para assegurar que exista alguma forma segura de prevenir o reembolso destas quantias em casos de falência. De acordo com estes profissionais, a maior parte das instituições privadas costuma garantir reembolsos parciais e de pequenas quantias.