Simples mudanças de postura no ambiente de trabalho podem levá-lo ao crescimento profissional. Descubra, a seguir, o que você pode fazer para atingir esse objetivo
Texto • Elizabeth Soares

Muitas pessoas esperam que algo especial lhes aconteça ou que alguém ofereça caminhos para tornar suas vidas melhores. Entretanto, os profissionais bem-sucedidos ousam quebrar a crença de que “minha origem e minhas condições atuais determinam amplamente o que sou e o que serei”.
Apesar de se lembrarem de como seus avós agiam, como seus pais puniam ou humilhavam e ainda que tenham, atualmente, um chefe intolerante, os profissionais desejados pelo mercado de trabalho diferenciam-se dos demais porque aprendem a decidir, dentro de si mesmos, como os fatos externos afetarão suas emoções e a sua vida.
Assumir a responsabilidade pelas próprias reações é um dos fatores que mais distinguem pessoas ativas de passivas. É visível a diferença entre quem exerce a iniciativa e quem não o faz. Tomar a iniciativa não significa ser abusado, desagradável ou agressivo, e sim reconhecer a responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam.
Você quer crescer profissionalmente? Então, escolha assumir uma atitude proativa. Busque o autoconhecimento: faça um mapeamento de seus pontos fortes e fraquezas. Estude o ramo de negócios em que você trabalha e os problemas que ele enfrenta. Aperfeiçoe-se e mostre como suas habilidades podem ajudar a equipe, o setor de trabalho e a empresa. As oportunidades e o crescimento estão reservados para os profissionais ativos. Venda soluções em vez de, insistentemente, apresentar somente os problemas.
Caso você ainda perceba a si como profissional que espera pelos outros para que as coisas se resolvam, experimente praticar sua capacidade de encontrar recursos e propor soluções. Acredite que a proatividade faz parte da natureza humana e, mesmo que seus “músculos da proatividade” estejam adormecidos e relaxados, eles existem.
Diante do desejo profissional que você tem em mente hoje, experimente responder às seguintes perguntas: O que posso fazer? Qual é a iniciativa que posso tomar? Esse é um exercício de autoconscientização proativa. Recuse o papel de vítima e assuma ser o agente de sua própria carreira. Faça suas escolhas.
Cheque sua linguagem. O modo como falamos é um bom indicador para avaliarmos nossa postura proativa:
Não há nada que eu possa fazer.
Sou assim e pronto.
Ela me deixa louco.
Eles nunca vão aceitar isso.
Tenho de fazer isso.
Não posso.
Eu preciso.
Ah, se eu pudesse...
Vamos procurar alternativas.
Posso tomar outra atitude.
Posso controlar meus sentimentos.
Vou buscar uma apresentação eficaz.
Preciso achar a resposta apropriada.
Eu escolho.
Eu prefiro.
Eu vou fazer.
Elizabeth Soares é psicóloga com foco em desenvolvimento de pessoas e colunista do site Acessa.com (www.acessa.com).