Entenda como funciona o processo de fixação de dados na memória e descubra porque lembramos de certas coisas e de outras não. De quebra, veja como é possível (e simples!) aumentar sua capacidade de adquirir novos conhecimentos
Texto • Paula Bianca de Oliveira / Ilustração • Zuleika Iamashita
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Por que você consegue se recordar com tanta facilidade de um presente que recebeu no seu aniversário há dez anos e não se lembra, por mais que tente, daquela fórmula matemática que aprendeu na semana passada? Por que conseguimos cantar de cor aquela canção cheia de frases complicadas, mas esquecemos, no meio de uma prova, a resposta de uma simples questão de História do Brasil?
Se você também vive intrigado com perguntas como essas, vale a pena conhecer um pouco melhor os processos cerebrais que comandam nossa capacidade de registrar ou esquecer informações. Para começo de conversa, é bom saber: nossa memória está profundamente relacionada à carga afetiva que envolve o evento que se quer rememorar.
De forma simplificada, é possível dizer que a capacidade de memorização depende do funcionamento de diferentes regiões do cérebro, que determinam aquilo que será fixado na memória de longo prazo ou na de curto prazo. “Essa não é uma escolha a ser feita conscientemente. Ela depende, normalmente, da função ou do significado que aquela informação tem para o indivíduo em questão”, afirma Paulo Bertolucci, chefe do setor de Neurologia do Comportamento da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).
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