Para que você alcance seus objetivos, cérebro e coração devem estar em equilíbrio. No texto a seguir, a especialista Nanci Azevedo Cavaco explica de que forma nosso estado emocional pode interferir nos estudos e como equilibrar os sentimentos para aprender mais e melhor
Texto • Nanci Azevedo Cavaco

Muitas pessoas que se preparam para concursos enfrentam um conflito interno enorme: à medida que têm de aprender diversas matérias e conteúdos, experimentam um estado emocional em “frangalhos”, destruído por todos os tipos de cobranças feitas por si mesmas e por terceiros.
Parte desse mal-estar deve-se à idéia de que estudar para concursos exige sacrifício e ponto. É como se não sofrer significasse não merecer. A incoerência entre o pensar e o fazer, com certeza, torna as ações delas confusas ou ainda insuficientes para a realização do que desejam alcançar. E a verdade é uma só: falta a elas inteligência emocional.
Passar em concursos requer tempo para estudar, é claro, mas isso não significa que você tenha que paralisar a sua vida como se houvesse dois mundos paralelos que não se misturam: um que é a sua vida com família, amigos, trabalho, e outro onde você é estudante preparando-se para concurso, isolado de tudo, sem ninguém, que se culpa se deixa de estudar um dia sequer. Esta dualidade, apesar de parecer uma forma de organização, cria um estado de estagnação que o impede de chegar de fato às suas conquistas.