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Galiléia: o berço do cristianismo

Publicado por Redação em 23/09/2010 às 18h20

Diferenças estruturais

Uma observação da literatura rabínica revela várias diferenças entre os galileus e outros judeus antigos. Richard Horsley, professor de línguas clássicas e religião na Universidade de Massachusetts, conta em seu livro Arqueologia, História e Sociedade na Galiléia: o contexto social de Jesus e dos Rabis (Editora Paulus) que os galileus eram acusados de “ignorância” por darem altas ofertas aos sacerdotes e divergiam do povo da poderosa província da Judéia em questões como casamento, posse de terras e outras práticas e costumes.

Devido a sua localização geográfica, a Galiléia era ponto de encontro de diferentes povos, e por isso havia uma grande miscigenação entre os galileus. Esse convívio de judeus tradicionais com pagãos é apontado por estudiosos como um fator que influenciava os judeus da Galiléia a não cumprirem as leis da Torá com tanta rigidez como os judeus de Jerusalém, por exemplo, e interpretá-las de forma diferente. Além disso, o fato dos galileus permitirem que pagãos participassem de suas cerimônias religiosas era mais um motivo para que a região fosse menosprezada pelas outras províncias.
 

A Palestina hoje

Em 70 d.C., o general romano Tito destruiu Jerusalém e expulsou os judeus da Palestina, onde ficava a Galiléia. Nesse episódio, conhecido como diáspora judaica, um número incontável de judeus se dispersou pelo mundo. Por volta de 638 a.C, os árabes derrotaram o exército romano oriental e conquistaram a Palestina. Com o fim da Segunda Guerra, em 1945, as notícias sobre o Holocausto fazem aumentar a pressão internacional pela criação do Estado judeu e a volta à Palestina. Em 1947, a ONU vota a favor da divisão da região em dois Estados: um para os judeus e outro para os árabes palestinos. Com o plano rejeitado, é proclamado o Estado de Israel em 1948, apesar dos países árabes terem enviados tropas para impedir sua criação. Israel vence a disputa em 1949 e controla 75% do território palestino. O restante da área, que corresponde a Cisjordânia, é incorporado à Jordânia. Pressionados, centenas de milhares de árabes fugiram de Israel. Ainda hoje, os árabes reclamam o seu território, e vários planos de paz para a região fracassaram. O mais recente foi o firmado na conferência de Annapolis (EUA), em 2007, que tentava chegar a um acordo entre as partes até o final de 2008.



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luiz carlos comentou às 20h54 em 27/03/2012 responder denunciar

O nome "Yeshua" deriva-se de uma raiz hebraica formada por quatro letras – ישוע (Yod, Shin, Vav e Ayin) - que significa “salvar”, sendo muito parecido com a palavra hebraica para “salvação” – ישועה, yeshuah – e é considerado também uma forma reduzida pós-exilio babilônico do nome de Josué em hebraico – יהושע, Yehoshua – que significa “o 'Eterno' (YHWH) salva”. Essa forma reduzida era muito comum na Bíblia hebraica (ou Tanakh), que cita dez indivíduos que tinham este nome – como podem ser visto nos versos de Esdras (Ezra) 2:2, Esdras (Ezra) 3:2 e Neemias (Nehemiá) 12:10. "Josué", o Yehoshua, reduzido como Yeshua (aramaico), ou reduzido como Iesous (grego; onde não se pronuncia o "s" final); com esse último nome, a Roma-Grécia apelidou o sucessor de Moshê ("Moisés"), onde virou cultura e tradição. O Hebreu era filho de Num da tribo de Efraim, nascido no Egito, circuncidado com o nome de Hoshêa, ao consagrá-lo para seu sucessor Moshê deu-lhe o nome de Yehoshua, pois dentre os que saíram do Egito, ele foi achado digno de conduzir o povo de Israel à terra de Canaã. A afirmação de que a forma Yeshua é o nome original de "Jesus" tem sido muito debatida atualmente – alguns afirmam que era Yehoshua ou que a própria forma grega do nome “Jesus” era usada entre os cristãos antigos (comunidades falantes do Grego existentes em Israel, durante o período helenístico e posteriormente, sempre afirmaram que os manuscritos originais do Novo Testamento foram escritos primariamente em Grego). De qualquer forma, já se tem provas explícitas de que "Jesus", seus primeiros discípulos e a população que vivia na Terra de Israel naquele período, falavam aramaico (ou um tipo de hebraico-aramaico). Eusébio de Cesareia relata que Mateus escrevera seu evangelho em “hebreu” (um termo que era usado referente a um dialeto do aramaico ou a língua hebraica propriamente dita). Temos também o testemunho que restou da versão de "Áquilla" (um judeu que havia se convertido a Yeshua e posteriormente o renegou, retornando ao judaísmo) que, diferentemente da Septuaginta, traz em Deuteronômio a expressão IESOUA', com ALPHA no final, o que daria a entender que mesmo em grego havia uma forma para YESHUA, embora seja possível perceber Yeshua também em outras formas gregas, como IESOU', IESOUS (onde não se lê o "s" final, semelhante a um sotaque aramaico que pronuncia IEShU'.). Ainda na Septuaginta e na língua grega usada em textos judaicos como os escritos de Josefo e de Fílon de Alexandria, Ιησούς (Iēsoûs - lembrando que não se lê o "s" final) foi a forma padrão grega do nome hebraico “Josué” - יהושע (Yehoshua). Os indivíduos chamados pelo nome de "Yeshua" (aportuguesado por Jesuá nas Bíblias portuguesas) sempre foram transliterados também como Iēsoûs (ou primeiramente na forma Iēsoua´, como está na versão de "Áquilla".). Demonstrando ser realmente uma forma reduzida do nome “Josué” – Yehoshua – usado no dialeto falado durante tempo de Esdras e Neemias, Yeshua foi o nome preferido para o filho de "José" (Yosseph) segundo o que temos de Novo Testamento, assim mesmo, resumidamente, seja em grego (IESOU/IESOUS - lido como Yeshu') ou em aramaico YESHU' (às vezes lido como Yísho, Yeshua, dentre outros). Todas as ocorrências desta forma reduzida se encontram nos livros de Crônicas, Esdras e Neemias. Dois destes indivíduos são citados em outros livros bíblicos, mas na sua forma longa – Yehoshua (Josué filho de Nun e Josué filho de Jozadaque). A forma reduzida do nome é usada por Jesus filho de Sirá em fragmentos hebraicos do Livro de Sirá ou conhecido também como Eclesiástico. Baseados numa comparação destes textos, acadêmicos aceitam o fato de que este livro de Jesus ben Sirach foi originalmente escrito em hebraico, deixando evidente nele referências a estes antigos fragmentos hebraicos originais. Se isso for verdadeiro, pode-se estender a evidência do uso do nome Yeshua até o século II a.C.. Nenhum uso do nome Yeshua é achado no Talmud, exceto em citações literais da Bíblia hebraica quando esta cita Josué filho de Jozadaque. Porém o nome Yehoshua foi muito utilizado durante o período dos Hasmoneus e até um pouco depois. Ao referir-se a um certo "Jesus" (Cristo?), o Talmud o chama de "Yeshu", pois podemos ler no Talmude Babilônico a acusação dos judeus contra ele: "Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu [...] ia ser apedrejado por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo se desviar [...] e eles o penduraram na véspera da Páscoa." (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a) [editar] Yeshu no TalmudNos relatos de Toledoth Yeshu, elementos dos Evangelhos sobre Jesus são conflitados com descrições dos indivíduos chamados pelo nome de “Yeshu” no Talmud. Price [1] interpreta “Yeshu” como uma forma abreviada de “Yeshua” e argumenta que esta era a forma pelo qual Jesus era conhecido pelos Judeus. De qualquer forma, as narrativas de Toledoth Yeshu tipicamente explicam a designação Yeshu como um acrônimo da frase hebraica ימח שמו וזכרו - Yemach Shemô Vezichrô (Seja apagado seu nome e sua memória) e declararam que este nome originalmente era Yehoshua (querem dizer: na forma longa, para "Josué", primeiramente fora sim Yehoshua.). Já outros, dizem que o responsável pela diminuição, por assim dizer, foi o sotaque galileu, que pronunciou YESHU devido sua dificuldade de falar a letra final gutural. Isso também podemos detectar em nomes de pessoas árabes, como por exemplo o sobrenome IACHOUH (pronuncia-se: i-ê-shu, ou às vezes i-ê-shu-ah).

luiz carlo comentou às 20h48 em 27/03/2012 responder denunciar

meu querido amido deste bloque parece que esta avendo uma contratição o cristianismo nasceu em constatinopla por contantino e não na galileia na galileia o salvador iniciou a pregação através da leí e o nome do salvadoe em ebraico e yaohushua e a letra jota não existem no ebraico e nem no grego se existe a letra j. noa lingua mae como podemos de jesus e o missia meu querido pesquise vé se não esta sendo enganado pelo o sistema religioso de constantino os primeiro nazirim foram chamado la em antioquia pela a primeira véz depois de 70 anos o salvador não pregou cristianismo por cristianimo e a omenagens a constatino pr

Evellen comentou às 20h04 em 29/09/2011 responder denunciar

Muitoo legal essaa escrituraa esse textoo bem legal se talvez eu conseguir copiar eu vou copiar paraa mostrar paraa a minhaa professoraa elaa vai ficar encantadaa ! Muitoo legal ameii essee textinhoo.

Guilherme comentou às 12h59 em 15/04/2010 responder denunciar

Acho que há uma contradição. Se havia sinagogas na Galileia, quem ia? Se houve uma guerra após outra, quem lutava? Os saduceus não seguiam a Torá, conforme Josefo, e eles viviam na Judeia.

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