Após a morte de Jesus, as bases do cristianismo continuaram sendo pregadas e difundidas por seus fiéis apóstolos. Mas, de lá pra cá, diversos acontecimentos políticos e sociais moldaram e transformaram a religião que conhecemos hoje. Acompanhe
Texto • Thiago Perin

Posteriormente à crucificação, os apóstolos se reuniram em uma comunidade religiosa centrada, a princípio, em Jerusalém. Com o tempo, no entanto, espalham-se para difundir os ideais cristãos entre os povos da época – surgiu, então, o Novo Testamento, que, acrescentado aos escritos da Bíblia judaica, compôs o primeiro cânon cristão. Foi nessa época que o cristianismo tornou-se claramente distinto do judaísmo. Conquistando cada vez mais adeptos, a emergente religião incomodou os governantes do Império Romano, levando a um período de violenta repressão do povo cristão. No entanto, a expansão não pôde ser detida: em 313, o imperador Constantino finalmente liberou o culto ao cristianismo. O que começou como um movimento religioso dentro do judaísmo tornou-se, logo, uma religião significativa também fora do Império.
Imagem: Deposição de Cristo (cerca de 1540), de Angelo Bronzino