Na religião wicca, o casamento é uma celebração repleta de símbolos e significados mágicos. Saiba mais sobre essa tradicional festa pagã que representa a sagrada união espiritual entre homem e mulher
Texto • Sílvia Sibalde

Quando o relógio marca dezoito horas e a lua cheia promete brilhar no céu, um sacerdote e uma sacerdotisa se reúnem para purificar um ambiente especial, aonde será realizado, logo mais, um casamento wiccaniano. Na religião da Deusa, a cerimônia que representa a união espiritual dos amantes, conhecida como handfasting, começa antes mesmo da chegada dos noivos.
Marcando o solo com um círculo mágico para delimitar o espaço sagrado, o sacerdote joga sal e água para consagrar o ambiente. A limpeza espiritual é seguida pela invocação de elementais e guardiões, e é realizada sempre em sentido horário, a partir do leste. No altar, invocam-se também as presenças do Deus e da Deusa. Feito isso, os convidados podem se dirigir ao local da cerimônia. Oficialmente, a festa começou.
Ao som de música celta, os noivos entram de mãos dadas, vestidos de branco e usando grinaldas, por um caminho chamado de “corredor das flores”. Ali, são recebidos por nove mulheres iniciadas na religião, quatro de cada lado e uma à frente, que despejam pétalas de todas as cores sobre o casal e simbolizam a proteção que eles precisaram para iniciar uma vida a dois.
Ao final deste caminho, o casal se separa e segue para o altar – o noivo pela direita e a noiva pela esquerda, chegando a extremidades opostas. Ao lado de cada um deles, encontram-se seus pais, padrinhos e amigos. O Sacerdote proclama, então, as energias do Deus e da Deusa e conta uma história de amor Ao longo do ritual, os noivos vão se aproximando, passo a passo.
Posicionadas em cada um dos lados do altar, encontram-se duas mulheres já iniciadas na wicca. Uma segura uma taça com vinho e a outra, um punhal. No momento em que os dois estão à frente delas, a taça (representação da Deusa) e o punhal (representação do Deus) são entregues respectivamente à noiva e ao noivo.