Os ensinamentos da cabala têm se tornado cada vez mais populares graças às investidas de celebridades que se dizem transformadas por ela. É o caso da autodeclarada "embaixadora do judaísmo": a popstar Madonna
Texto • Thiago Perin
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Não é de surpreender que popstars do calibre de Madonna ajudem a popularizar roupas, estilos, gírias e outros modismos. Mas muita gente achou estranho que uma figura como ela – sempre tão ousada, polêmica, erótica – se tornasse uma das maiores responsáveis pela propagação de ensinamentos religiosos bem conservadores.
Desde que Madonna começou a flertar com a cabala, por volta de 1997 (ela frequenta o célebre The Kabbalah Centre, em Londres, onde estuda com o rabino Yehuda Berg), o interesse popular pelos ensinamentos da tradição só cresceu. E, conforme a "cabala à Madonna" foi ganhando as primeiras páginas dos jornais e revistas, inúmeras dúvidas foram sendo levantadas quanto a real entrega da cantora à filosofia judaica.
A conversão está evidente em seus discos, que trazem versos sobre descobertas espirituais alinhados a batidas dançantes, e também em seus shows, onde letras hebraicas sagradas são exibidas em telões durante elaboradas coreografias. Mas essa é uma abordagem bastante moderna – e, já como nos acostumamos a esperar de Madonna, ousada – para essa antiga filosofia, que causa, como era de se esperar, bastante controvérsia.