A sintonia com o divino e o poder de amar com plenitude. Quando vivenciamos, sem disfarces nem ilusões, estas duas habilidades, entramos em contato com a verdadeira felicidade. E você, já experimentou? As chaves podem estar na cabala
Texto • Redação

Quando iniciamos o estudo aprofundado da cabala, damos os primeiros passos de um caminho longo e árduo – porém, sempre gratificante –, que, se traçado com afinco e total entrega, leva à real felicidade. Segundo Ian Mecler, autor do livro A cabala e a arte de ser feliz (Editora Sextante), esse estágio só é alcançado a partir do momento em que dominamos sete aspectos da vida: desejo, escolha, sintonia, meditação, propósito, refinamento e amor.
Para o autor, cada uma dessas habilidades é uma etapa de nossa trajetória. Por exemplo: apenas quando conhecemos profundamente nossos desejos, adquirimos o discernimento necessário para distinguir aqueles que nos empurram para baixo dos que nos movem em direção à luz. Acompanhe a seguir um trecho da obra, que ilustra bem esse conceito.
De acordo com a milenar sabedoria da cabala, todo ser vivo é guiado pelo desejo. Isso difere muito do pensamento oriental tradicional, que prega a ausência do desejo. Mas será que é possível esvaziar-se das suas vontades? Este não seria também um desejo?
O fato é que você pode diminuir a sua ansiedade, mas não o seu desejo. E se ele faz parte de nossa natureza, não há nada de errado em alimentá-lo. Afinal, quanto mais desejamos receber, mais podemos compartilhar.
Quem não tem afeto não pode dar afeto. Quem não aprendeu não pode ensinar. Quem não tem prosperidade não pode prestar ajuda material.
Mas, se você não estiver desperto, jamais penetrará nos mistérios que envolvem a essência de seus próprios desejos. E, dessa forma, seguirá como o mais primitivo dos animais, totalmente movido pelo instinto.
Embora possam parecer muito variados em tipo e intensidade, todos os desejos podem se desdobrar em duas classes:
• Desejo de receber só para si
• Desejo de receber para compartilhar
O primeiro deles acontece sempre que cedemos aos nossos impulsos egoístas. Quando queremos, por exemplo, ganhar mais do que o outro. Sob essa perspectiva, mais importante do que os benefícios de seu novo carro é que ele seja superior ao de seus amigos.
Assim você se torna cada vez mais egocentrado até que, em algum momento, se produz um curto-circuito em sua alma. Dessa pane até a formação de doenças é só uma questão de tempo.