A maneira mais prática de acessar as 22 letras hebraicas é tê-las em forma de baralho. Comumente, seguidores da corrente mística da cabala possuem tais cartas em casa, de modo a mantê-las sempre à mão.
Para usá-las como “oráculo”, é preciso estar em um ambiente calmo e silencioso, para que se receba cada carta de coração aberto. No livro O oráculo da cabala, de Richard Seidman (Editora Pensamento), o autor ensina: “o modo básico de usar essas cartas é ficar em silêncio durante alguns minutos e entrar numa atitude
receptiva e meditativa”. Confira outras dicas sugeridas pelo escritor:
• Antes de elaborar sua pergunta, respire três vezes, de maneira lenta e profunda, sempre a partir do abdômen.
• Formule sua pergunta, evitando as que preveem respostas do tipo “sim” e “não”.
• Com a pergunta em mente, embaralhe as cartas e espalhe-as com a face para baixo, numa mesa ou mesmo em sua mão.
• Escolha uma carta e veja os caminhos potenciais e as lições reveladas pela letra.
• Medite sobre as associações da letra e sobre o tom emocional que ela invoca em você.
• Esteja receptivo a qualquer vislumbre de intuição que possa surgir.
• Reflita sobre a resposta para sua pergunta como se refletisse sobre uma charada ou um sonho passado.
No livro de Seidman, que vem com um baralho de 23 cartas (22 letras, mais “a letra perdida”), é possível consultar o significado de cada letra, sem a necessidade de ter conhecimento profundo sobre o alfabeto hebraico. Como define o autor, “as cartas podem ser um meio precioso e agradável de ingressar no mundo complexo e revelador dessas letras”.
Ainda de acordo com O oráculo da cabala, os melhores momentos para consultar o Alpha Beit são: logo ao acordar; depois de um período de prece ou meditação; ao nascer ou ao pôr-do-sol; no Rosh Chodesh (lua nova); no Shabbat; no Havdalah, que marca o início de uma nova semana; antes de dormir; ou, também, antes de embarcar em uma viagem.
