Para fazer o bem é preciso força de vontade. Para fazer o mal, bastam a inércia e a negligência. É o que prega a doutrina espirita. O melhor, então, é não ficar parado
Texto • Lívia Filadelfo

“Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos; se tiver o dom da profecia, e penetrar todos os mistérios; se tiver toda a fé possível, a ponto de transportar montanhas, mas não tiver caridade, nada sou. Entre essas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade”. Com estas palavras, o apóstolo Paulo colocou a caridade acima de tudo, inclusive da própria fé. Na epístola aos Coríntios, Paulo afirma que a caridade está ao alcance de todos, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre, independentemente da crença religiosa.
A verdadeira caridade não é apenas a beneficência, mas o conjunto de todas as qualidades do coração, bondade e benevolência com todos. Diz o apóstolo, “a caridade é paciente; não é invejosa. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. A caridade nunca jamais há de acabar”.
No espiritismo, a caridade é uma regra. Submetendo todas as ações ao controle da caridade, deixaremos de fazer o mal para fazermos somente o bem. E para fazer o bem é sempre preciso vontade. Já para fazer o mal, bastam freqüentemente a inércia e a negligência. É assim que Allan Kardec descreve a importância da atitude caridosa no livro O evangelho segundo o espiritismo.