Há questões que despertam acabalorados debates na sociedade – questões sobre as quais, muitas vezes, nem conseguimos ter uma opinião formada. Para todas elas, há uma resposta espírita que pode guiar nosso pensamento e nossas ações
Texto • Thiago Perin

De acordo com a doutrina espírita, se a providência divina nos concedeu a cirurgia corretiva, por meio do avanço da ciência, é para que possamos valorizar o veículo físico que contém nosso espírito. Portanto, a plástica regeneradora, realizada sob orientação médica, é perfeitamente aceitável. Mas devemos tomar muito cuidado com os exageros. A cirurgia plástica pode estimular nosso bem-estar e alegria de viver, mas abusar dela pode denotar uma séria doença da alma – e, nesse caso, a prática é desencorajada.
A única situação na qual o aborto é aceito é no caso da gestação oferecer risco à vida da mãe. Do contrário, interromper voluntariamente uma gravidez é impedir a encarnação de um outro espírito, negando-o o direito à vida. Mesmo em casos de estupro ou de má formação do bebê, o espiritismo considera levar a gestação adiante um dever cármico a ser cumprido. Submeter-se a um abortamento, portanto, pode acarretar graves conseqüências espirituais, tanto para a gestante quanto para a criança privada do nascimento.
É vista com ótimos olhos e encorajada pelo espiritismo. A possibilidade de doar órgãos é um avanço científico que visa o benefício e o aperfeiçoamento evolutivo dos seres. Além disso, é um importante gesto de caridade e amor ao próximo, já que, graças à ciência, o órgão que não terá mais valor àquele que desencarna pode auxiliar outra pessoa a completar sua jornada na Terra.