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Thangkas: budismo em arte

Publicado por Redação em 15/09/2010 às 15h27

Com cores e alegorias vibrantes, histórias e ensinamentos embutidos, as thangkas encantam o espírito de incrédulos e devotos. Conheça esta rica e complexa pintura tibetana

Texto • Isis Gabriel / Fotos • Raúl Meliendrez
 

Conta-se que Buda emanava um brilho próprio que ultrapassava as percepções humanas. Por isso, os artistas não conseguiam retratá-lo olhando-o diretamente – somente através de seu reflexo espelhado no rio. Certo dia, um rei decidiu presentear o monarca de uma terra distante com uma imagem de Buda. Ao receber o pedido para se deixar retratar, Buda Shakyamuni aceitou o convite com a condição de que os símbolos dos doze elos da existência condicionada e os ensinamentos de como todos os fenômenos surgem na mente, além de uma descrição dos ensinamentos, fossem incluídos abaixo de sua imagem. E assim foi feito. O rei presenteado, ao ver tal obra, ficou tocado por sua beleza e pediu para que lhe explicassem, em detalhes, os símbolos e representações da figura. Depois de ouvir, inspirado, ele começou a meditar. Mais tarde, repleto de alegria, convidou monges para difundirem a doutrina de Buda, o chamado dharma, em suas terras.

Lenda ou não, o fato é que as pinturas sagradas transportadas por monges itinerantes foram um importante instrumento na transmissão dos ensinamentos budistas para povos de terras e diferentes culturas.
 

Lições em forma de arte

As pinturas tibetanas representam iconograficamente a filosofia budista. As imagens, as proporções e o simbolismo das obras condensam antigos textos sagrados e falam diretamente às pessoas, por meio de uma linguagem não-verbal. Mais que isso: as pinturas transmitem valores fundamentais para o budismo, como a interpretação individual dos ensinamentos e a meditação.

A arte da pintura tibetana pode ser vista nos murais de templos e monastérios budistas, em manuscritos iluminados e nas chamadas thangkas. Imagens sacras coloridas em telas de algodão, seda ou linho engomado, as thangkas se popularizaram graças ao fato de poderem ser facilmente enroladas e transportadas.

Durante muito tempo, esse tipo de trabalho foi praticado apenas em torno dos grandes monastérios, afinal, antes de qualquer coisa, realizar uma thangka é um ato religioso. Assim, monges passavam as técnicas somente para monges. Com o passar dos anos, porém, tudo mudou. Hoje, encontram-se thangkas em lojas e até mesmo à venda nas ruas de países asiáticos, onde o budismo é largamente praticado.
 

Susana Uribarri, professora da técnica: “Cada sessão de pintura é um novo ritual”


Geralmente feitas em posição vertical, as thangkas trazem imagens de budas, mestres, bodhisattvas e deidades. São expostas em templos e altares domésticos e utilizadas em cerimoniais e festivais públicos – nesses casos, possuem grandes dimensões e são colocadas em muros de monastérios e na encosta de colinas.

Mas, ao contrário do que acontece com a arte católica, não há adoração das imagens budistas. Os devotos utilizam as thangkas como fonte de inspiração para práticas meditativas e para depreender os ensinamentos de Buda. Representações de Buda e bodhisattvas conferem bênçãos e inspiram a meditação. Imagens de mestres e gurus lembram os ensinamentos. Deidades (yi-dams) despertam para a iniciação de práticas de visualização. Já as figuras iradas (dharmapalas), de cor escura e aspecto terrível, invocam proteção.
 

Raízes sagradas

A arte sagrada chegou ao Tibete por volta do século 7, quando o Rei do Dharma Srong-btsan-sgam-Po, que oficializou o budismo no reino, casou-se com princesas budistas do Nepal e da China. As moças levaram consigo estátuas e relíquias budistas, e não havia lugares adequados para guardá-los. O rei, então, decidiu construir os templos de Jo-khang e Ra-mo-che para armazenar tais objetos sagrados. A partir dali, patrocinados pelo monarca e sob influências, principalmente, da Índia, China e Nepal, artistas tibetanos começaram a estudar e praticar a arte budista.




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Alfreda comentou às 21h46 em 28/12/2011 responder denunciar

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