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Taoísmo: por dentro da filosofia

Publicado por Redação em 29/09/2010 às 16h29

O segredo: deixar fluir

Para um ocidental, não é nada fácil compreender o taoísmo. Podemos dizer que o primeiro passo é entender que está longe de ser uma religião semelhante ao cristianismo – para os taoístas não existem deuses, jejuns, rituais, altares. O taoísmo é um modo de pensar e viver em harmonia com a natureza, uma filosofia mística que propõe um caminho espiritual que objetiva expandir a consciência do ser humano até uni-la ao Absoluto. 

Para isso, os mestres taoístas desenvolveram técnicas que estão divididas em três grupos: as artes (Su), a lei (Fa) e o caminho (Tao). As artes existem para restaurar o fluxo energético da pessoa; a lei, para restabelecer o equilíbrio interior e exterior do indivíduo; enquanto o caminho serve para colocar a pessoa em contato com o Vazio (falaremos mais sobre ele nas próximas páginas).
 

Meios pacíficos

Alguns dos ensinamentos do Tao Te Ching são bastante semelhantes aos da Bíblia. Por exemplo, a não-violência. Segundo Lao Tsé, ela deve ser evitada a todo custo. O ideal do taoísta é resolver seus problemas por meios pacíficos. Já um princípio conhecido como Wei Wu Wei defende que não se deve tentar fazer de tudo ao mesmo tempo, desesperadamente. Os taoístas acreditam que as coisas acontecem por si mesmas (Tzu Jan), sem a necessidade de nossa interferência.

Para Lao Tsé, os atos das pessoas não deveriam ser regidos por motivações ocultas. Segundo ele, não existe virtude alguma em praticar boas ações em busca de recompensas materiais ou reconhecimento. A verdadeira virtude seria um estado em que essas ações fluíssem naturalmente, sem qualquer intenção ou esforço consciente. Lao Tsé acreditava na humildade. A arrogância e o egoísmo derivariam da ignorância – saber pouco e achar que sabe muito. As pessoas verdadeiramente sábias, quanto mais aprendem, melhor compreendem o quanto ainda falta aprender.

E por falar em aprender, é importante frisar que o sábio sempre valorizou mais a sabedoria do que o conhecimento. Segundo ele, a lógica tem sua importância, mas não é tudo. Em sua visão, existe um limite para o que podemos compreender por meio da razão. Para ultrapassá-lo, precisamos usar nosso sexto sentido. Tsé também acreditava que a base de nossa realidade e existência é simples e que somos nós, humanos, os criadores dos nossos próprios problemas, complicando o que não precisa ser complicado.



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