Controlar a própria energia para estar em sintonia com o universo: essa é a proposta do Qigong, arte milenar chinesa que trabalha a autoconsciência como forma de conseguir tudo o que você busca na vida. Confira
Texto • Redação

O analista de sistemas Ivan Oliveira nunca teve interesse em práticas esotéricas. Mas eis que, um dia, ele resolveu anotar o título de um livro taoísta que lhe fora indicado, de autoria do mestre tailandês Mantak Chia. “Comprei o livro, fiz alguns exercícios sozinho e imediatamente senti os benefícios. Procurei na internet por um curso e logo me tornei praticante de Qigong”, conta.
Segundo Ivan, logo que ele começou a praticar Qigong (conhecido também por Chi Kun), sentiu os primeiros resultados no próprio físico. “Notei um fortalecimento do corpo e o aumento da resistência imunológica”, aponta. Ao mesmo tempo, ele percebeu outro tipo de evolução: “A prática traz maior poder de concentração, maior poder sobre si mesmo. É difícil explicar, mas sinto que tenho tido um grau de aproveitamento melhor em tudo o que faço. É como se esse ‘segredinho’ que aprendi sobre meu próprio corpo trouxesse melhorias em todo o resto”.
Se você ficou curioso para entender que “segredinho” é esse do qual o Ivan está falando, e mais: ficou com vontade de colocar em prática esta história de Qigong, vale a pena se aventurar pelos intrincados caminhos da Alquimia Interna Taoísta.
Essa arte milenar, desenvolvida por mestres chineses, consiste basicamente na transformação das energias geradas em nosso corpo. E o Qigong faz parte dela. “Qi significa ‘energia vital’ e Gong significa ‘disciplina’. O Qigong envolve exercícios físicos, energéticos, respiratórios, de alongamentos e de desbloqueio do fluxo dessa energia vital”, explica Ely Amorim de Britto, instrutora de Alquimia Interna Taoísta.