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10 lições para praticar o Tai Chi Chuan

Publicado por Redação em 09/06/2010 às 12h42

 

6 – Questão de mente, não de força

“Flexível na aparência, mas poderoso na essência” – é o que ensinam os mestres em Tai Chi Chuan. Aliás, outra lição afirma que um mestre deve ter braços tão fortes como varas de aço recobertas de algodão, ou seja, com imenso poder oculto. Assim, na prática desta arte marcial, a força bruta é totalmente dispensável. Mas, talvez fique a pergunta: como é possível aumentar a potência ou a resistência sem exercer força? De acordo com a medicina tradicional chinesa, todos nós temos um sistema de canais (meridianos) que fazem do corpo um todo integrado. Quando o meridiano está livre, a energia vital circula por todo organismo. Mas se o meridiano for preenchido com força bruta, a energia vital (Chi) será bloqueada e o corpo não vai se mover facilmente ou com suavidade, portanto não terá potência.
 

7 – Coordenação superior e inferior

De acordo com a teoria do Tai Chi Chuan, a raiz está nos pés, a força é emitida através das pernas, controlada pela cintura e expressa pelos dedos. Assim, pés, pernas e cintura formam um todo harmonioso. Quando este todo se move, os olhos devem seguir o seu movimento. Mas isto acontece apenas quando há plena coordenação entre a parte superior e inferior. Caso contrário, os movimentos serão desconectados e cairão em desordem.
 

8 – Harmonia entre o interno e o externo

Praticando Tai Chi Chuan o foco está na mente e na consciência. Daí o ditado: “a mente é o comandante e o corpo seu subserviente”. Com a tranqüilidade da mente, os movimentos serão suaves e graciosos. Com relação à “forma” há apenas o Xu (vazio), Shi (sólido), Kai (aberto) e He (fechado). Kai (aberto) não significa apenas abrir os quatro membros, mas a mente também; e He (fechado) significa fechar a mente junto com os quatro membros. A perfeição é atingida quando se unifica os dois e se harmoniza o interno e o externo num todo completo.
 

9 – Importância da continuidade

No caso das escolas externas (que enfatizam o ataque), a força que se exerce é rígida e os movimentos não são contínuos. Neste caso, quando acontecem paradas de movimentos, permite-se que o oponente tire vantagem. No Tai Chi Chuan, como vimos, focaliza-se a atenção na mente e não na força, por isso os movimentos de início ao final são contínuos e num círculo infinito –“como um rio que flui sem fim” ou “como tirar cera do casulo.”
 

10 – Tranquilidade no movimento

Nas escolas externas com ênfase no ataque, aprende-se a saltar, dar pancadas, socar e exercer força, o que leva, frequentemente, o praticante a ficar ofegante após o treino. Isto não acontece no Tai Chi Chuan, já que o movimento é combinado com a tranquilidade da mente. Na prática da “forma”, por exemplo, quanto mais lento o movimento, melhores resultados são conseguidos. Ao treinar com calma e concentração pode-se respirar profundamente, fazendo a respiração no Tan Tien (baixo ventre). O resultado é um efeito suavizante no corpo e na mente. Por isso, aprendizes conseguem uma melhor compreensão de tudo isto, através de estudo cuidadoso e prática persistente.
 

 

Fonte

Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan
Site: www.sbtcc.org.br

 

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