Misturando influências do yoga e da ginástica ocidental, o método pilates é a sensação do momento entre as atividades físicas. Descubra as razões de seu sucesso e saiba como ele pode aumentar sua consciência corporal
Texto • Luciane Lima

Ao entrarmos em uma sala de aula de pilates, a impressão que temos é a de estarmos em um espaço de fisioterapia. Cheia de aparelhos grandes e, aparentemente, pouco modernos, o lugar não lembra os espaços zen das técnicas orientais, nem o visual arrojado das grandes academias.
Em tempos de alta tecnologia, a impressão pode não ser tão boa. Por isso, vale o conselho: não se deixe levar pelas aparências. O método pilates de condicionamento físico possui um rico conteúdo e é alicerçado sobre um conhecimento profundo da anatomia humana.
Nos últimos anos, a prática vem sendo bastante divulgada pela mídia, pois é vista como uma alternativa de atividade física que difere daquelas conhecidas pelo público que lota academias de ginástica. O sistema baseia-se em seis princípios básicos: respiração, concentração, controle, alinhamento, centralização e integração de movimentos.
Seu maior mérito é o fato de que, com poucas repetições, um forte trabalho respiratório e muita concentração, o aluno enxerga, rapidamente, as respostas de seu esforço. “Joseph Pilates uniu a técnica do yoga, que proporciona concentração, flexibilidade, precisão de movimento e controle respiratório, com a prática da força estética muscular usada na ginástica ocidental”, define Maria Cristina Rossi Abrami, formada em Educação Física pela USP (Universidade de São Paulo) e fundadora do CGPA Pilates, um dos mais reconhecidos centros de prática e ensino do método pilates no Brasil.